
Dia de virar o balde.
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Desde pequeno fui um moleque que sabia das coisas boas dessa vida. Tudo bem que ao crescer descobri mais algumas, mas hoje sei que ter dedicado meu tempo a assistir “Cinema Em Casa” todo santo dia e gastar a mesada jogando nas locadoras de vídeo-games mais próximas, ajudaram no meu caráter. Hoje posso dizer orgulhoso que sou o que sou devido a minha infância privilegiada em termos de cultura nerd.
Voltando aos dois exemplos acima, explico em poucas palavras um dos porquês de eles serem decisivos na minha formação: filmes e vídeo-games me apresentaram os ZUMBIS!

Mi…óóó…los!
Pela TV conheci o A Volta dos Mortos Vivos, meu primeiro filme de zumbis. Foi a primeira vez vi pessoas que estavam mortas voltarem à vida de uma forma putrefata e querendo comer nada mais nada menos do que outras pessoas. A idéia do que seria o caos completo e irremediável para a humanidade estava então descoberta.
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Na noite seguinte, quando Batman e Robin respondem novamente ao bat-sinal…
- Esperem por mim! Vou pegar minha fantasia daqui a pouco!
- Olhe, Kathy, um combatente do crime na família é suficiente! Lugar da mulher é em casa!
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Só faltou mandar pegar a cerveja.
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Houve uma época em que o cinema adulto brasileiro era agraciado com a produção de clássicos de cultura erudita fornicatória. Foi nos anos 70 que esse patamar de qualidade em termos de cinematografia conquistou o público tupiniquim e assim manteve viva até hoje nas lembranças dos pequenos dessa época, a alegria que um filme softcore podia oferecer.
Mas, como já dito, isso foi há mais de 30 anos, porque atualmente a situação mudou. Na verdade, mudou pra pior. Pra péssima:

O horror! O HORROR!
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Já vi tocarem o tema do Super Mario em um baixo de 11 cordas, outro tocando em duas guitarras ao mesmo tempo e até um tio que peida com as mãos e “toca” a musiquinha junto, mas reproduzir a melodia utilizando um carrinho de controle remoto e muitas garrafas algum tipo de cachaça japonesa de fígado de baleia, até então não tinha visto.
Falta do que fazer é pouco.
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