Vamos falar sobre uma coisa que está no mundo há muito tempo, mas desde que os seres humanos surgiram, se manifesta de uma maneira absurdamente forte: incompetência.
Quando apenas havia na Terra os animais, esses que de um modo presunçoso chamamos de “irracionais”, era normal algum bicho fazer uma cagada aleatória, por exemplo. Mas, ei, na escala evolutiva eles estão num nível, digamos, inferior ao homo sapiens — e se você achou esse texto diretamente de uma lan house e essa informação sobre evolução foi algo que você até hoje não tinha notado, tenha pena da sua alma. Pelo menos alguma desculpa eles têm para não conseguir fazer certas tarefas. Agora, o ser humano não fazer atividades que até um esquilo sequalado faria… tem algo MUITO errado aí.
Ontem, no meio do expediente do trabalho, achei entre os bilhetes de recados importantes este papel:
Era um pedacinho de papel preenchido com tinta do carimbo que serve para fazer a enumeração de certos documentos. Estava na minha mesa, sendo que no dia anterior não. E a respeito dessa mesa, as únicas pessoas que a utilizam são o estagiário da manhã e eu. Concluí que quem deve ter deixado isso lá foi o estagiário matutino, pois estava numa das “nossas” pastas. Até aí, tudo bem.
Saí do trabalho e fui pegar um ônibus no melhor horário possível para uma pessoa entrar no trânsito: RUSH com todos os trabalhadores de período integral da cidade em seus carros voltando para seus respectivos lares por apenas UMA AVENIDA. Mas até aí tudo normal, quase todo dia é assim. Então tô lá no engarrafamento ouvindo Gogo Bordello e pensando em algo pra escrever, talvez algum texto sobre zumbis ou Muppet Babies, quando um TRIO ELÉTRICO de porte a carregar Ivete Sangalo e todos os artistas baianos JUNTOS e enlouquecidos a base de acarajé, pára ao lado do busão e começa:
– Vote em Chico Pinheiro, com um voto bem manêro! 4820018, é meu e seu vereador! - (Nome e número fictícios, só pra ilustrar, mas rima amplamente equivalente)
– É isso mesmo, Fabinho! Chico Pinheiro, voto manêro!
– Com certeza, Aderbal!
Em cima do trio dois indivíduos que certamente já foram animadores do show de calouros estavam “conversando” e preenchendo o engarrafamento com aquela maravilhosa campanha política sonora. E o candidato lá em cima também, mandando beijos e abraços pra galera enquanto eu mandava um sinal imaginário do meu dedo médio a ele.
Que circo maldito o cara conseguia fazer com uma campanha.
No início da semana me falaram que um pastor afirmou que Xuxa havia vendido a alma ao Capeta.
Devido ao bar árduo estudo na Faculdade, meu estoque de informações cotidianas anda meio devagar, então sem saber sobre tal notícia, indaguei, qual “Xuxa”?
Três hipóteses titubearam em minha mente:
Já que as Olimpíadas tão aí, o Fernando Scherer — que posso afirmar sem medo de uma falha de memória, é um cara que eu NUNCA VI com cabelo — poderia ter vendido sua alma ao Satan em troca dumas medalhas douradas de graça, caso o Michael Phelps não queira vender as dele no eBay;
Ou Xuxa, o traveco que ronda minha antiga escola e que faz favores sexuais em plena luz do dia em troca de 3 pacotinhos de pipoca doce, haveria feito um acordo satânico em troca de caminhões de pipocas salgadas e crocantes;
Ou então era a Meneghel, pois só pode ser essa a razão daquele incêndio que aconteceu no Xuxa Park: o fogaréu teria sido uma punição por ela ter esquecido de ofertar alguma alma menor de idade ao Devilzão.
Surfando loucamente pela internet descobri um link duma notícia que esclarecia minha tão perturbante dúvida.
Com todos os virais e sites a respeito, acho que todo mundo sabe que Batman - The Dark Knight estréia essa semana. Ou não, já que depois que coloquei por uns instantes no subnick do MSN a frase “WHY SO SERIOUS?”, um número significativo de pessoas veio me perguntar o que significava aquilo. Enfim, hereges.
Porém, o que talvez ninguém tenha percebido é que esse fenômeno se dá por conta de outras adaptações já lançadas. Filmes que quando deram as caras nas telonas, os fãs saíram de suas casas ensandecidos deixando de lado seus Hentais suas HQ’s, achando que tal entretenimento cinematográfico valeria a pena, mas que na realidade eram as maiores merdas protagonizadas com pessoas vestindo roupas coloridamente ridículas. Roteiros mal trabalhados, histórias extremamente alteradas em relação às originais, cenas que fazem automaticamente a pessoa que assiste dizer frases como “Tomarnocu!QUEPORRESSAMALUCO?!11!!”. Em suma, filmes que nunca deveriam ter sido feitos, mas por alguma estão aí pra quem quiser ver — e provar que existe auto-tortura.
Ultimamente a faculdade, o trabalho e as sessões ininterruptas para zerar Gof of War no nível GOD, tem me tomado bastante tempo. Na verdade, tempo pra caralho.
Então, pra não parecer desleixo ou preguiça, vou acabar com essa putaria de obrigatoriamente ter que escrever uma coluna por semana. É melhor fazer mais de um post grande semanalmente, mesmo que demore um pouco.
Enquanto isso, fiquem com uma tradução do My Name Is, um site que legenda vídeos gringos perdidos na internet e agora permite que aquela sua tia que só vê novela tipo Maria do Bairro, possa assistir algo que preste, sem precisar de interprete.