Postado em 03-07-2008
Categoria(s) ( Nostalgia) por Jovas

Na verdade são 5 pessoas que EU gostaria de conhecer.

Um amigo meu me fez essa pergunta dia desses, mas na hora não soube responder. Se você tivesse a chance de conhecer 5 pessoas, quem seriam?

Espero que esse viado esteja lendo isso e satisfeito por eu, de certa forma, estar respondendo sobre quem eu realmente gostaria de ver cara a cara por algum motivo aleatório.

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5) Charles Bukowski

Charles BukowskiRecentemente acabei de ler Factótum. Livro de um cara chamado Charles Bukowski. Cê não conhece? Eu sei. Até umas semanas eu também não conhecia, mas quando estava no supermercado com a namorada comprando umas Amsterdams, já perto do caixa, próximo àquelas prateleirinhas com pocketbooks, a muié fala:

– Olha, eu conheço esse autor…
— Quem? — perguntei.
— Esse, Charles Bukowski. Vi uma comunidade sobre ele no Orkut. Ele é um escritor que conta suas histórias e que bebe pra caramba. Fala de um modo bem escroto, parece . Acho que você ia gostar.
– Pô, então o cara escreve coisas pessoais como eu e bebe como… Eu. Passa esse livro pra cá.

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Postado em 14-06-2008
Categoria(s) ( Absurdo, Bizarro, Nostalgia) por Jovas

Na ida para o trabalho ontem, saí da universidade e fui pegar um ônibus. O horário era perto de meio-dia, ou seja, busão com capacidade máxima de passageiros tranquilamente ultrapassada. Numa definição ideal, é o inferno sobre rodas.

Pois bem, quando o ônibus chegou, consegui rapidamente subir, deixando para trás o arrastão ensandecido que se forma quando a galera vê o veículo estacionando no ponto. Entretando, mesmo sendo um dos primeiros a entrar, não havia nenhum lugar vago. Então segurei na barra de um dos assentos e fiquei tentando me manter vivo no meio daquela muvuca. No assento a minha frente estava um velhinho sentado. Olho para o lado e noto que havia uma mulher com moleque pequeno, devia ter uns 6 anos. Pois bem. Depois de umas 8 paradas e milhões de visões desagradáveis (vi uma tia comendo PEDAÇOS DE FRANGO que guardava numa vasilha), o velhinho se levanta e salta num dos pontos da linha. O moleque, ao ver o assento agora vago, se prepara pra sentar quando sua mãe manda um dito clássico — pelo menos dos usuários de ônibus:

na na ni na não

– Não sente ainda porque senão pega DOENÇA. Espere esfriar…

O busão tava chacoalhando muito, o motorista parecia o Mad Max em A Caçada Continua e a mãe proíbe o garoto de sentar? Imagina ganhar um PS3 e só poder OLHAR. É muita crueldade, cara.

O garoto então ficou parado em frente ao assento, nitidamente aflito mas se segurando pra não reclamar, e assim evitar umas palmadas, até que 5 minutos depois a mãe liberou o moleque a sentar.

Assistindo aquilo, me perguntei, da onde tiraram isso? Que porra é essa de se a pessoa sentar logo depois que outra levantou, pega algum doença? WTF?!

Quando era menor, minha mãe também já tinha me falado isso, mas pensei que certos tipos de idéias já estavam ultrapassadas e tinham sido deixadas de lado. Que nada. É incrível como o pessoal ainda tem certas crendices surreais. Inspirado nisso, apresento-lhes um apanhado geral de alguns exemplos (que lembrei agora) do que o povo acreditou ou ainda acredita, e sem seleção específica de categoria, vamos às LENDAS URBANAS DO POVÃO.

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Postado em 11-06-2008
Categoria(s) ( Nostalgia) por Jovas

Acho que se você já acompanha o blog há algum tempo, já percebeu que sou um cara bastante saudosista. Isso porque a infância, pelo menos pra mim, é um tempo de grandes memórias. É nessa fase que vamos acumulando ao longo dos anos boas lembraças, como Thundercats, Comandos em Ação, Boneco do Fofão com adaga malígna no enchimento e a descoberta televisiva do Cine Privé e da Banheira do Gugu. São fatores como esses que tornam esse ciclo prazeroso de ser lembrado. Entretando, nem tudo era bundas seminuas na TV.

Você não deve saber, mas uma lei natural foi criada por forças inexplicáveis que determinaram o seguinte: na infância SEMPRE pequenos traumas vão acontecer. Traumas que vão lesionar esse período pueril, presenteando sua consciência com recordações que NUNCA serão esquecidas. E eu tenho algumas VÁRIAS.

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Quadrilha do Inferno

Não sei em que série da escola estava, mas devia ter uns 4 anos. Acho que foi o primeiro trauma que tive, e foi tão grande que, pra você ver, ainda me lembro.

Minha jovem figura de criança inocente até então desconhecia o conceito de passar por uma decepção, mas foi com essa idade que eu percebi que coisas como o fato de a sua própria mãe fazer um complô com a professora do colégio, e sem explicação plausível estabelecerem que seu destino era se foder, era algo possível.

Explico: era Junho, mês de São João, e os preparativos para a quadrilha da sala estavam começando. Como a turminha se dividia balanceadamente, 10 meninos e 10 meninas, o ritual de dança do mal poderia ser feito tranquilamente. Lembro que havia um ensaio básico, pra garotada não fazer merda durante a apresentação, mas antes disso ocorria a escolha dos pares. Nessa época minha apreciação pelas fêmeas era quase inexistente. Quase. Havia uma aparição sutil dela. Por exemplo, eu já achava uma das meninas da classe bem bonita, e de algum modo “gostava” dela. Só pra você ter uma idéia, quando eu ia comprar meu lanche na cantina, aproveitava pra comprar um Bubbaloo pra garota que eu era “a fim”. Quando voltava à sala, deixava o chiclete na mesinha da menina, com ela vendo o ato — acho que com aquilo eu queria dizer “Continue aceitando esse presente, pois nosso namoro tá bom assim” ou “Com isso me declaro seu dono”, não sei — e em seguida ia à minha carteira. O ruim é que ao ver isso, alguns dos meus colegas de turma começaram a me imitar, e assim surgiu uma das primeiras concorrências que tive. Ela não tinha mais somente a mim como presenteador exclusivo, surgiram mais. Agora ela recebia além de chiclete, pirulitos e balas dos meus concorrentes. Bastardos… Mas continuando; só sei que na escolha dos pares da quadrilha, minha professora resolve o quê? Read the rest of this entry »

Postado em 05-06-2008
Categoria(s) ( Games, Nostalgia) por Jovas

Dia desses comprei um joystick para usar no PS2. Bem, o objetivo principal era esse, porém como ele não é um mero controle convencional, mas na verdade um CONTROLE JOYSTICK PC PS2 NOTEBOOK PLAYSTATION USB EM BH NF (descrição do cara do Mercado Livre) resolvi então usá-lo também para jogos no computador. Mas para jogos fodões, desses que valem a pena passar horas em frente ao monitor com os olhos a ponto de saltar das órbitas devido ao acumulo excessivo de adrenalina no sangue. Para isso baixei um emulador de SNES.

Esquadrão Marte, rules!

Ter a chance de jogar velhos joguinhos como Donkey Kong Country, Street Fighter II - The World Warrior e Biker Mace From Mars (o da foto) relembrando o método clássico, é uma beleza. Até os piratões como Campeonato Brasileiro 96 dão gosto de rever. Bem, nem tanto, os games de futebol daquela época não merecem muito destaque, mas vale pelo menos para ouvir novamente o narrador mexicano (?) gritando “Saio a bôla” quando lateral, “Oê, é penalty!” no penalti, “Adiantaaado” nos impedimentos e o não menos importante “Viva SENNAAAA”, gritado sabe-se lá por quê.

Hoje em dia acho meio chato o fato de as crianças já começarem a ter um primeiro vídeo-game como um PS3, Wii ou Xbox 360. Porra, eu fico com inveja. Além do mais, acredito que eles não vão passar pela sensação de notar a absurda evolução dos gráficos, da jogabilidade e dos efeitos sonoros, que atualmente deixam pirado qualquer cara que começou no mundo dos games nos anos 90. Cara, quando eu vi um personagem de um jogo mexendo a boca para falar… MEXENDO A BOCA! Putz, era bater a cabeça na parede por causa de tal avanço.

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Postado em 14-05-2008
Categoria(s) ( Games, Nostalgia) por Jovas

Aproveitando a deixa do Marcus — que está fazendo uma promoção em que o post com a melhor história contada sobre algum mico ou roubada, vai ser prêmiado com dois livros — escrevo um caso que rolou comigo há um certo tempo e envolve minha pessoa, meu irmão, uma moça que poderia ser a stripper via internet e um erro que nunca mais cometerei durante as próximas 852 vidas.

***

Já faz uns 3 anos que jogo America’s Army. Se você acabou de se perguntar “O que é isso?”, merece passar a vida jogando Aquaplay e não deveria conhecer essa maravilha que pode ser baixada gratuitamente, mas mesmo assim explico: America’s Army é APENAS um dos melhores jogos online que pessoas do mundo inteiro podem jogar através do computador, interagir entre si e explodir cabeças para desestressar. É como Counter Strike, dois times de cada lado, um contra o outro, só que MELHOR.

Logo quando comecei a jogar, fui chamado para entrar em um clã brasileiro. Como não precisava pagar nada, entrei. Nele a galera se falava pelo TS, um programa tipo o Skype, que permite uma conversa via áudio entre várias pessoas durante as partidas. Assim podia-se gritar ao amigo de jogo em alto e bom tom “Maluco, aquele FELADAPUTA que me matou tá no segundo andar do prédio! PUT@!@#$%! Vai lá! MATA ELE!”.

Entre uma partida e outra, podíamos também conversar com outros jogadores, digitando na tela de jogo, e conseguindo assim xingar falar até com os adversários. Enfim, não sendo mudo ou analfabeto, podia se comunicar com qualquer jogador.

Porém, um dos problemas do games, é que praticamente 99% das pessoas que os jogam são do sexo masculino. Seres de barriga 3 vezes maior do que deveria ser e que arrotam o dia inteiro coçando o saco. Esse ainda é o um problema que o universo dos games possui, a falta de fêmeas da espécie participando. Mas houve um dia em que tive a mesma sensação que um pequeno nerd tem quando joga Pokémon e acha algum bichinho raro de 80 chifres: encontrei uma mulher jogando.

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