Brincadeiras infantis (quase) letais

Data: 29 jan 2009
Escrito por Jovas
Categoria: Nostalgia
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Briga normal? Isso não é NADA

Voltei, minha gente! Sim, tô vivo. Isso quer dizer que pode guardar o barbeador Bic e deixar o suicído de lado. A temporada de férias do início de ano contagiou a minha pessoa e fiquei afastado do computador por um pequeno intervalo de tempo, que agora foi totalmente exterminado e eis que retornei à internerds.

Perdi alguma coisa?

Já até me perguntava que diabos iria escrever no próximo texto quando tive uma inspiração que não pôde ser ignorada: estava na casa de um amigo jogando “3000 jogos de SNES para PS2″ quando seu irmão mais novo, de  uns 9 anos, passa pela sala e percebi o pivete estava com dois roxos num dos braços. Suspeitei que o pequeno garoto era espancado diariamente pelos pais por  ser fã caloroso do High School Musical, entretando para tirar essa dúvida, perguntei a ele como havia ganho aqueles pequenos hematomas do tamanho de laranjas:

– Ô, moleque, que porra foi essa?
– Ah, nada não. Foi no colégio.
– Cê tava brincando de paintball com bolas de chumbo maciço lá?
– Nada. Tava jogando RIPA.

Nesse momento algumas das minhas lembranças da época de escola vieram à tona e comecei a relembrar das brincadeiras infantis que praticava. Brincadeiras que se continuassem existindo na maioria das escolas de hoje, pois duvido que existam, nos levariam a ver pelas ruas um número excessivo de menores de idade semi-aleijados. Falo das traquinagens de moleque que envolviam basicamente chutes, socos, voadoras, enfim, toda uma variedade de agressões físicas e violência gratuita entre amigos durante o recreio.

Inspirado pelo pequeno fã do musical afeminado, compartilharei com vocês as brincadeiras que eu participava quando garoto e que hoje em dia suspeito que era uma atividade similar ao treinamento de guerra dos soldados do Afeganistão.

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Coisas que fiz e vou pro inferno

Data: 27 nov 2008
Escrito por Jovas
Categoria: Nostalgia
55 Comentários

Sabe quando você pensa em fazer algo e acredita que até não deveria, mas acaba ignorando absolutamente sua consciência e mesmo assim o faz? Como naquela vez que cê tava a fim de fazer um churrascão e quando foi ao supermercado comprar a carne, viu que o preço duma picanha valia o equivalente a dois PSPs — e como também viu que o valor da carne moída estava muito mais em conta, aproveitou a deixa para ardilosamente trocar o código de barras dos produtos e comprar picanhas baratíssimas. Ei, este não é um exemplo a ser seguido.

Ou quando você encontra uma coisa que aparentemente não é pra ter graça, porém acha engraçado a ponto de gargalhar freneticamente em frente ao monitor. Tipo isso:

Não ria, o cara é cego, porr… audhdufehadflrkgdflasfs

Mas a questão é que tanto faz se você alterou o preço da carne ou riu alto de alguma desgraça alheia, quando o senso de honradez bate, a primeira coisa que vem em mente é: OMG, VOU PRO INFERNO.

Como sei que vocês também já passaram por tais momentos de remorso momentâneo, compartilharei neste post 2 situações em que eu fiquei a um passo de ser banido do reino dos céus para todo o sempre. Faltou pouco. Espero.

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Brinquedos que já tive

Data: 12 out 2008
Escrito por Jovas
Categoria: Nostalgia
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Antes de alongar este texto, quero deixar claro que no título deste post deveria constar “Brinquedos que já tive E fiz cagada“. Pais não deveriam dar certas relíquias a filhos que tem um potencial muito grande de exatamente fazer merda com essas relíquias. No decorrer da leitura vocês vão entender o que quis dizer.

Como você pode ver, a data de publicação deste artigo cai em 12 de Outubro, Dia das Crianças.

Essa sempre foi a época mais esperada de todos os pivetes abaixo de uma idade com dois dígitos. Tudo bem que no meu tempo a denominação de “pivete” poderia ser aplicada em pessoas na casa dos 10 anos, mas atualmente tenho fortes crenças que não. Já presenciei cenas em que pequenos seres dessa idade que acabei de citar, formavam grupinhos de casais para assistir algum filme de censura livre no cinema, e durante a sessão davam beijos de língua que  eram tão caprichados que pareciam cópulas perfeitas. Pelo menos pra mim, “crianças” são os pequenos de 9 anos para baixo.

Provavelmente no momento em que publico este texto, uma grande parte dessa garotada ainda inocente está tendo palpitações e quase ficando a ponto de se tornarem seres completamente enlouquecidos para toda a vida, por ganherem caixas com Playstation 3 e 5 jogos new generation embutidos — coisa que me faz ter uma pequena inveja.

Como parei de ganhar presentes nesse período há um tempo razoável, vamos à nostalgia falando de alguns brinquedos antigos (leia-se anos 90), que eram dados numa era em que receber um boneco mal pintado equivalia a ganhar um vídeo-game de hoje, e que eu brincava até quebrar. Literalmente.

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Halloween inesquecível

Data: 15 set 2008
Escrito por Jovas
Categoria: Nostalgia
13 Comentários

  • Post nostálgico e também tentativa de empolgar vocês preguiçosos que AINDA não participaram da PROMOÇÃO Conte a SUA História — que dá a chance de ganhar um livro do Bukowski.

Por causa desse post do Marcus, me lembrei do dia em que bebi um copo de cerveja INTEIRO pela primeira vez. Veja bem, esse não é um texto repetido. Já falei por aqui sobre a vez do meu primeiro porre, mas essa de agora é uma outra história (ou estória, se preferir).

O ano era 2001. Estava com 14 anos e prestes a realizar um feito que se você é menor de idade e está lendo este texto, saiba previamente que não deve tentar fazer o que fiz em casa. Na verdade, se você é menor de idade, que diabos tá fazendo num site que logo de início há no topo um banner com um adulto bebendo um líquido alcoolizado e divino? Mas pensando bem, como o que eu fiz na época era algo proibido pra minha idade, tudo bem, pode ler.

Continuemos.

Estava na 8ª série e era época de Halloween. Como o lugar em que vivo não é uma província anglo-saxônica,  esse evento cultural não é algo que acontece com muita tradição por aqui. Ou se  houve algum dia que moleques vestidos de Freddy Krueger e meninas sem pais com noção saíram às ruas batendo nas portas de casas alheias, em busca de doces e balas 7 Belo sabor framboesa, eu devia estar MUITO bêbado pra não ter visto isso.

O fato é que pelo menos naquela época, o Halloween era comemorado basicamente por empresas de cursos de inglês e, de vez em quando, por pessoas que estudavam nesses mesmos cursos de inglês e que, se fossem providas de casas tamanho Castelo, davam festinhas baseadas nesse tema.

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Infância Traumática - Parte 2

Data: 5 ago 2008
Escrito por Jovas
Categoria: Cotidiano, Nostalgia
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Depois de passar uma semana sem atualizar essa joça — fui pecador —, estamos de volta com a programação normal e para compensar trago um post que continua uma saga que por motivos vergonhosos não ia continuar, mas para a alegria de VOCÊS vamos a segunda parte da antologia Infância Traumática.

No primeiro post contei os pequenos traumas sofridos pela minha pessoa no período infantil: a menina-Cloverfield, causadora da minha aversão à quadrilhas juninas; a embalagem de brinquedo com letras de tamanho bacteriano e o boneco piratão dos Cavaleiros, que fez até as crianças da minha classe terem compaixão comigo. Relembre aqui.

Pois bem. Agora apresento os dias em que, como já falei no link anterior, comi acarajé estragado; a vez que caí de bike e rasguei a bermuda e o dia em que tentei burlar o fliperama e me dei mal.

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Acarajé de beira de estrada

Meu pai tem um sítio no interior do estado. Ele sempre gosta de ir para lá nos finais de semana, pois julga que aquele terreno no meio do mato é um local que serve para a busca de descanso e oportunidades fabulosas, como colher jacas de tamanhos mutantes para alimentação mútua familiar. Enquanto isso eu tenho consciência de que ir pra o centro de um denso matagal interiorano e ficar em contato apenas com minha família e vacas, é um roteiro que pessoas como eu e certamente você não apreciam muito. Mas quando se é alguém com menos de dois dígitos de idade, não há muitas opções. Ou eu ia ou ficava semanas sem o vídeo-game, por causa do castigo posterior.

Não sei a distância exata entre a minha cidade e o pasto, mas o percurso é longo. Sempre passamos por lugares de população cada vez mais isolada do mundo urbano, até chegar a cantos em que não havia mais gente viva. Certo dia visitamos uma vila que não tenho noção alguma do nome, mas denominemo-la de Acarajé City.

Logo na entrada da cidade, Jovas Senior estacionou o carro numa pracinha do local e disse que íamos parar por meia-hora até voltarmos à viagem. Eu, além de estar puto por ir visitar os mosquitos campestres, nessa hora também estava com fome. Reclamei ao meu velho, que me deu então a opção de fazer um lanche rápido, coisa pouca. Mal sabia literalmente a CAGADA em que ia me meter.

Na praça havia três opções de cunhos nutritivos: um tio que vendia sorvetes, outro que comercializava pipocas doces de confecção suspeita e a tia do acarajé. Como eram boas opções, fiquei como aqueles moleques que iam ao programa do Sérgio Mallandro e participavam da “Porta dos Desesperados“, que ficavam alucinados na dúvida de qual cabine escolher para ganhar aquela Calói nervosa. Depois de pensar, escolhi minha porta — que era a porta do monstro.

– Se fudeeeeeu, moleque!

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