
Faculdadeprovasúltimasemanatrabalhosnãofeitostôferradomasvolto.
Hoje descobri que o nome de uma lanchonete do terminal de ônibus da faculdade, é o mesmo de um puteiro do centro da cidade. Coincidentemente, a frase de slogan da lanchonete também pode ser aplicada ao puteiro:
“Coma aqui!”
O pior é que é verdade.

Como coloquei no Diário no dia 26/02 (tenho que melhorar esse “recurso”, mas sei lá como), os bancos me odeiam. Primeiro, o Bradesco não disponibiliza Cartão Internacional para pessoas com renda abaixo a 1.200 contos. Como falei, sou estagiário, porra! Se eu ganhasse um salário de 1200 mil-réis, eu tava gastando em cerveja, não aqui escrevendo, sem grana e pensando em como vou pagar o que devo aos meus amigos. Recado aos amigos: Deus lhes paguem.
Então fiz o cartão no Banco do Brasil, que depois de 16 dias úteis — foram 20 normais — finalmente me ligaram pra dizer que meu fazedor de dívidas chegou. Detalhe que eles garantiram quem em menos de 10 dias chegava. ¬¬

Você sabia que certos locais já registraram quedas de peixes, sapos e rãs durante chuvas? Segundo cientistas, essas chuvas de animais são provocadas quando tornados ou trombas d’água excepcionalmente fortes sugam peixes de um lago ou mar, atirando-os ao alto em direção à cidade.
Vi na Wikipédia.
Finalmente entendi aquele final de Magnólia. Aquele fim sempre me deixou com o pensamento “Que porra é essa, uma metáfora?”.
Quando o Brasil foi descoberto, sabemos que os portugueses se encontraram com os índios e trocaram umas idéias. Durante esse contato houve também algumas trocas de muambas intercontinentais; nossos tupiniquins ficaram ensandecidos com os gadgets importados da terra dos Manoéis. Queriam até oferecer algumas horas de trabalho por uns simples espelhinhos de camelô. Os portugas acharam essa troca muito satisfatória, e assim há mais de 1500 anos eles então presenciaram o valor da ignorância alheia. Semana passada passei pelo mesmo.
Estava na fábrica jogando The Legend of Zelda: A Link to the Past e logo quando eu tava quase matando a centopéia de 8 vidas, um dos meus chefes me convoca para ajudar na digitação de uns documentos. Pausei o jogo e fui à mesa dele ajudar. “Como faz uma tabela?” - foi a primeira pergunta. Expliquei calmamente que indo no Word era possível fazer uma tabela do jeito que quisesse, bastava seguir o caminho dificílimo de ir na aba “Tabela”. Fiz uma de exemplo, ele me falou como queria que fosse desenhada, não demorei muito e acabei a missão. Tabelinha concluída, em seguida ele me pede pra copiar o que eu havia feito para um fluxograma de um outro documento. Tabela, ctrl+c, ctrl+v, fluxograma, tabela colada, terminei.
Meu chefe, percebendo que eu tinha um pouco mais de habilidade com o PC do que o estagiário-Britney-fan, aproveitou pra pedir preu pesquisar algo sobre imposto de renda. Entrei no site da Receita, ctrl+f e achei rapidamente o assunto que ele queria. Poucos segundos após fazer isso, escuto um:
- Mas você é um expert dos computadores, rapaz! Tá de parabéns! Nem sabia que você sabia mexer tanto assim nesse treco!
Quando era pequeno, lá pros meus 8 anos, a vida se resumia em algumas coisas básicas: ir ao colégio, voltar pra casa e fazer a lição que exigia menos de meio neurônio para ser feita, ver tv, jogar vídeo-game ou destruir uns Comandos em Ação até que a hora de dormir chegasse. Nada de correria, tudo tranqüilo. Meu quarto era bagunçado apenas pelos bonecos triturados pelo chão.
Como se tivesse pego uma carona num DeLorean, passam-se 10 anos. Deixei os brinquedos de lado — menos o vídeo-game, que é muito mais que um brinquedo —, as lições estão um pouco mais complicadas e os dias se resumem a novas coisas básicas: cerveja, festas e amnésias alcoólicas. Nada mais saudável. Meu quarto agora tem uma desorganização ainda aceitável; na mesa livros de matemática que desejo incinerar, apostilas desgrampeadas, um Nokia 3310 e uma carteira com dinheiro suficiente para pegar um ônibus. Tudo podia ser achado facilmente apenas olhando para o móvel.
Mais uns anos passam, agora estou na faculdade. Paralelamente começo a trabalhar, sendo assim ficar fora de casa praticamente 83% do dia é algo absolutamente normal. Os 10% restantes do tempo uso para dormir, 5% para fazer as necessidades (comer, Nº1, Nº2, banho, sexo e jogar) e os 2% finais sobram pra entrar na internet para jogar e ver pornografia estudar. Só que passando todo esse tempo fora, quando volto pra casa meu quarto tá a maior zona foda. Sem tempo para organizar as coisas, a minha mesa já antiga, tá mais entupida que lotação de meio-dia. No exato momento que escrevo este post, temos amontoados no espaço circular (a mesa é redonda) suficiente para um bêbado deitar e dormir: muitas apostilas essenciais para provas futuras, DVDs, CDs de Playstation, mochila, desodorante, perfume, um disquete, carregador do celular, mp4, um band-aid (?), um panfleto de Santo Expedito e a carteira — que agora tem em seu interior dinheiro suficiente para pegar nenhum ônibus. Isso é o que eu posso VER. Mais objetos ainda habitam o subterrâneo desse ecossistema de materiais particulares. Vou em suas buscas.
Uma das coisas interessantes de fazer um blog é descobrir como as pessoas encontraram o link dele. Eu fico imaginando como aquelas suecas seminuas, que porfavorDeus não existam só na minha imaginação, acham por acaso do destino desse site. Descobri que funciona assim: dependendo da pesquisa feita nos sites de busca, links de outros sites são disponibilizados de acordo com as palavras chaves da pesquisa. Supostamente, se elas estiverem no conteúdo do site ou blog, eles serão linkados na lista de pesquisa. E se seu endereço é acessado através de um clique em um link, dá pra saber por meios de ferramentas de estatística.

Dá pra saber como chegou até aqui, pequeno nerd!
Sim, dá pra saber como chegam ao blog. Por exemplo, no post fake sobre sexo no BBB, a visitação diária bombou que nem a audiência do extinto Teste de Fidelidade. Conclusão? Sexo vende, pra caralho.