Perguntas aleatórias difíceis

Data: 27 ago 2008
Escrito por Jovas
Categoria: Cotidiano
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Diariamente me deparo com certas situações que me deixam deveras confuso. Situações que parecem não ter uma resposta concreta e universal e me fazem exclamar mentalmente um “QUE PORRA É ESSA?!“. A respeito disso, formulei algumas perguntas sobre esses momentos que deixam encucado qualquer ser humano normal. Vamo lá.

Qual olho de um vesgo deve-se olhar?
Tem um garçom — chamemo-lo de Camaleão — de um buteco que frequento que é zarolhaço, mas MUITO vesgo mesmo. Enquanto pessoas normais só conseguem manter seus globos oculares paralelos (não vale ficar zarolho de propósito) o tiozão consegue eternamente fazer um olhar cujo ângulo de alinhamento de seus olhos atinge, SEM BRINCADEIRA, uns 90º.
Quando vou fazer um pedido, encaro sempre a parte acima do nariz, entre os dois olhos.

Outra coisa que não compreendo são aquelas pessoas que ainda hoje teimam em fazer emails com prazo de validade. Exemplo: Suponha que você estuda no colégio Sardinhas Peixoto. Um dos integrantes da sua sala é o Fabinho. Fabinho, 19 anos, é um daqueles seus colegas de turma que é estranho a beça, não fala com ninguém, usa mullets e é fã ardoroso do Christian & Ralf. Eis que num certo dia uma das professoras resolve passar um trabalho para ser feito em dupla e, por algum motivo não dito, ela é quem decide escolher as pessoas que farão essas duplas. Por você ter rido dos vídeos do Pastor Josué Yrion, Deus resolve sacanear e faz a professora escolher o Fabinho pra ser seu par. Você então vai atrás do cara pra agilizarem a produção da bagaça e segue o diálogo:

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Esperando o ônibus com o bebum

Data: 21 ago 2008
Escrito por Jovas
Categoria: Bizarro, Cotidiano
24 Comentários

Você certamente já teve um dia em que estava andando na rua sem querer nada e então é parado por algum ser fora de suas faculdades mentais. Você se vê num quadro nada interessante, pois tem um doido na sua presença. Ou nunca passou por isso? Pois eu JÁ.

Passei por uma situação inédita ontem quando estava indo ao trabalho.

Saí da faculdade depois de fazer uma prova miserável e me dirigi ao terminal de ônibus, que é um lugar em que estudantes desprovidos de motor lutam por suas vidas ao mesmo tempo em que tentam subir nos busões — veículos que carinhosamente gosto de definir como “paus-de-arara urbanos”.

Então, adentro no terminal e fico esperando meu transporte, de braços cruzados e olhando o horizonte, atento à chegada do bus e já calculando onde me posicionar quando ele chegasse. Era um típico dia de stress pré-work quando, DO NADA, me aparece um bêbado (era 13h da tarde e o maluco tava bebaço já) e começa a falar comigo palavras que só agora ao escrever e puxando pela memória, pude traduzir de uma forma fiel.

Vale lembrar que o indivíduo era um desses malucos com cara de pedreiro, meio parrudo (não desmerecendo a classe trabalhadora dos tijolos, mas vocês são assim mesmo, cês sabem), e mesmo sem muitos músculos você sabe que no quesito força bruta um cara desses é alto nível. Veja bem, uma pessoa que mesmo não sendo visualmente musculosa, mas que carrega 18 vezes o seu peso quando transporta sacos de cimento é MUITO forte se você comparar com qualquer pitboy de academia. Pitboys querem parecer fortes, mas não são. Pedreiros querem ter dinheiro, mas são extremamente fortes.

O cara então começa a falar:

– Amigo… você é alto e forte mas você tem que considerar as pessoas...

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Propaganda que gostaria de ver

Data: 21 ago 2008
Escrito por Jovas
Categoria: Cotidiano, Culinária, Imagens
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Eu sempre achei que minha mãe não cozinhava muito bem. Ela sempre se irrita se eu reclamo que algo não tá muito mastigável e bonito de comer, rebatendo ao dizer  que está bom. Mas quando num certo dia ela me disse que não gostava muito de pilotar um fogão, tive a quase certeza que estava certo. Depois do que vou lhes mostrar,  tive certeza total.

Fui à cozinha tentar encontrar algo pra comer e acabei achando um bilhete.

Enquanto escrevo outro post, fiquem com a propaganda que eu adoraria ver por aí.

P.S.: Ana, endereço na imagem. Vamo ver o que acontece. =D

Infância Traumática – Parte 2

Data: 5 ago 2008
Escrito por Jovas
Categoria: Cotidiano, Nostalgia
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Depois de passar uma semana sem atualizar essa joça — fui pecador —, estamos de volta com a programação normal e para compensar trago um post que continua uma saga que por motivos vergonhosos não ia continuar, mas para a alegria de VOCÊS vamos a segunda parte da antologia Infância Traumática.

No primeiro post contei os pequenos traumas sofridos pela minha pessoa no período infantil: a menina-Cloverfield, causadora da minha aversão à quadrilhas juninas; a embalagem de brinquedo com letras de tamanho bacteriano e o boneco piratão dos Cavaleiros, que fez até as crianças da minha classe terem compaixão comigo. Relembre aqui.

Pois bem. Agora apresento os dias em que, como já falei no link anterior, comi acarajé estragado; a vez que caí de bike e rasguei a bermuda e o dia em que tentei burlar o fliperama e me dei mal.

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Acarajé de beira de estrada

Meu pai tem um sítio no interior do estado. Ele sempre gosta de ir para lá nos finais de semana, pois julga que aquele terreno no meio do mato é um local que serve para a busca de descanso e oportunidades fabulosas, como colher jacas de tamanhos mutantes para alimentação mútua familiar. Enquanto isso eu tenho consciência de que ir pra o centro de um denso matagal interiorano e ficar em contato apenas com minha família e vacas, é um roteiro que pessoas como eu e certamente você não apreciam muito. Mas quando se é alguém com menos de dois dígitos de idade, não há muitas opções. Ou eu ia ou ficava semanas sem o vídeo-game, por causa do castigo posterior.

Não sei a distância exata entre a minha cidade e o pasto, mas o percurso é longo. Sempre passamos por lugares de população cada vez mais isolada do mundo urbano, até chegar a cantos em que não havia mais gente viva. Certo dia visitamos uma vila que não tenho noção alguma do nome, mas denominemo-la de Acarajé City.

Logo na entrada da cidade, Jovas Senior estacionou o carro numa pracinha do local e disse que íamos parar por meia-hora até voltarmos à viagem. Eu, além de estar puto por ir visitar os mosquitos campestres, nessa hora também estava com fome. Reclamei ao meu velho, que me deu então a opção de fazer um lanche rápido, coisa pouca. Mal sabia literalmente a CAGADA em que ia me meter.

Na praça havia três opções de cunhos nutritivos: um tio que vendia sorvetes, outro que comercializava pipocas doces de confecção suspeita e a tia do acarajé. Como eram boas opções, fiquei como aqueles moleques que iam ao programa do Sérgio Mallandro e participavam da “Porta dos Desesperados“, que ficavam alucinados na dúvida de qual cabine escolher para ganhar aquela Calói nervosa. Depois de pensar, escolhi minha porta — que era a porta do monstro.

– Se fudeeeeeu, moleque!

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Você lembra da sua 1ª vez?

Data: 11 jul 2008
Escrito por Jovas
Categoria: Cinema, Cotidiano, Nostalgia
24 Comentários

Já pensou em sacanagem, né? Cara, fico impressionado como o mundo tá hoje em dia. Cadê a inocência desse povo?

Entretanto, não falo daquela primeira vez que geralmente dois corpos nus e suados trocam fluidos corporais e fazem de uma cama — ou qualquer outro lugar que seja possível o encaixe humano — um local de gritos, puxões de cabelo e movimentos repetitivos e frenéticos até que um dos momentos ápices da existência seja atingido. Nem me refiro àquela vez em que você ficou numa conversa sensual e marota na primeira ligação que fez pro disk-sexo, nerd virgem. Porém, pode ficar despreocupado que esse texto ainda assim tem a ver com você.

Falo das vezes em que situações que não envolvam camas ou telefones, foram realizadas por sua pessoa desde que você se entende como gente. Como a primeira ida a um parque de divesões, lembra? Sim, que escolheu um brinquedo ignorando os fatos de ele ficar de ponta cabeça a 20m do chão, ter uma placa escrito “PERIGO” em letras garrafais na sua lateral e exigir altura mínima do usuário de 1.60m (sendo você um moleque de 1.50), e mesmo assim você burlou a fila de entrada e só não correu risco de vida por causa de uma gordaça que tava sentada ao seu lado. Ela fez você ficar tão apertado no assento que a chance de sair voando do brinquedo era completamente nula. Aconteceu comigo, mas dessa ocasião nem faço muita questão de lembrar. Vamos às outras, com mais um post-coletânea nostálgica.

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