
Blind Date. Ou “Encontro às escuras”, no idioma deste blog. Ou numa tradução mais correta “Como ser inocente e se foder bonito”.
Acho que todo mundo já passou por uma experiência dessas. Principalmente grande parte das pessoas que, como eu, entravam em chats numa época que câmeras digitais simplesmente NÃO EXISTIAM. Sendo assim, diariamente você trocava idéias com alguém que não tinha noção de como era a fuça da pessoa, pois o indivíduo era desprovido de fotos pessoais no computador, e com o passar do tempo tinha a idéia absolutamente insana de marcar um “blind date”.
Já falei que nos tempos do mIRC, meu processo de sociabilidade avançava de acordo com a quantidade de pessoas que conhecia cada vez que fazia uso do programa de conversação. Entrava no canal do meu estado (#sergipe) e a medida que a galera — leia-se garotas — ia fazendo perguntas na “sala” que me interessavavam, eu respondia iniciando algum diálogo. Geralmente me instigava a começar o bate-papo por dois motivos:
Na ida para o trabalho ontem, saí da universidade e fui pegar um ônibus. O horário era perto de meio-dia, ou seja, busão com capacidade máxima de passageiros tranquilamente ultrapassada. Numa definição ideal, é o inferno sobre rodas.
Pois bem, quando o ônibus chegou, consegui rapidamente subir, deixando para trás o arrastão ensandecido que se forma quando a galera vê o veículo estacionando no ponto. Entretando, mesmo sendo um dos primeiros a entrar, não havia nenhum lugar vago. Então me segurei na barra de um dos assentos, onde estava um velhinho sentado. Olho para o lado e noto que havia uma mulher com moleque pequeno, que devia ter uns 6 anos. Pois bem. Depois de umas 8 paradas e milhões de visões desagradáveis (vi uma tia comendo PEDAÇOS DE FRANGO que guardava numa vasilha), o velhinho se levanta e salta num dos pontos da linha. O moleque, ao ver o assento agora vago, se prepara pra sentar quando sua mãe manda um dito clássico — pelo menos dos usuários de ônibus:

– Não sente ainda porque senão pega DOENÇA. Espere esfriar…
O busão tava chacoalhando muito, o motorista parecia o Mad Max em A Caçada Continua e a mãe proíbe o garoto de sentar? Imagina ganhar um PS3 e só poder OLHAR. É muita crueldade, cara.
O garoto então ficou parado em frente ao assento, nitidamente aflito mas se segurando pra não reclamar e evitar umas palmadas, até que 5 minutos depois a mãe liberou o assento.
Assistindo aquilo, me perguntei, da onde tiraram isso? Que porra é essa de se a pessoa sentar logo depois que outra levantou, pega algum doença? WTF?!
Quando era menor, minha mãe também já tinha me falado isso, mas pensei que certos tipos de idéias já estavam ultrapassadas e tinham sido deixadas de lado. Que nada. É incrível como o pessoal ainda tem certas crendices surreais. Inspirado nisso, apresento-lhes um apanhado geral de alguns exemplos (que lembrei agora) do que o povo acreditou ou ainda acredita, e sem seleção específica de categoria, vamos às LENDAS URBANAS DO POVÃO.
Ontem, dia 1º, teve início a programação das festas juninas aqui do estado. Isso significa apenas shows de graça durante TODOS os dias do mês. Cara, imagina a edição mais lotada do Rock in Rio. Não, imagina a quantidade de pessoas que participaram do show dos Stones quando vieram ao Rio de Janeiro em 2006. Aqui é o mesmo número, só que compactados em espaços disponibilizados pelo governo em que caberiam 2 sardinhas. Espremidas.
Pois é, mesmo a data do São João sendo lá em 24 de Junho, o pessoal daqui já começa a fazer coisas como enfeitar suas casas com bandeirolas multi-cores e lavar o carro ouvindo Baby Som no volume máximo. É uma maravilha.
Mesmo não curtindo muito o som e tendo habilidade para dançar de um pato, aprecio os eventos de forró. Pra mim qualquer motivo pra sair e beber cerveja é válido. Mas o que mais aprecio mesmo é o modo como essas bandas que tocam nos shows ganham seu pão com geléia importada de cada dia.
Basicamente a maioria das bandas de forró — pelo menos as que eu já tive o imenso prazer de ouvir — SÓ regravam sucessos de outros grupos para tocarem nas suas apresentações. A letra muda completamente, mas quem liga pra isso? O que importa é a melodia e dançarinas de mini-saia ao fundo fazendo poses de contorcionista.
Então, comemorando o início de era junina local, apresento dois vídeos que mostram o exímio senso de criatividade para compor, que um grupo musical tipo o Calcinha Preta (por sinal, daqui de Aracaju) pode apresentar.
Versão original - “Dust in the Wind”, do Kansas
Versão regravada - “Louca por Ti”, do Calcinha Preta
Aposto um torresmo que você virou fã. De brinde, veja mais um exemplo de outra maravilha cantada, como a gravação d’O Navio e o Mar, “baseada” no original Send me an Angel, do Scorpions.
Que beleza, diz aí?
Prova que nem só os cachorros se fodem.

Biscoitos assassinos procurados por tentativa de homicídio
Lisa Burnett, 23, moradoda de San Diego, estava visitando seus sogros, e decidiu ir a um supermercado próximo comprar alguns alimentos. Pessoas a viram sentada em seu carro com as janelas levantadas e de olhos fechados, com as mãos atrás da cabeça. Um cliente que estava na loja há algum tempo ficou preocupado e foi até o carro. Ele percebeu que agora os olhos de Lisa estavam abertos, e ela parecia estar muito esquisita. Ele perguntou se ela estava bem, e Lisa disse que havia levado um tiro atrás da cabeça, e que estava segurando seu cérebro há mais de 1 hora. O homem chamou os paramédicos, que arrombaram o carro, pois as portas estavam trancadas e Lisa se recusava a tirar as mãos da nuca. Quando eles finalmente entraram, descobriram que o que Lisa tinha atrás da cabeça era massa de pão/biscoito… Uma lata de massa Pillsbury havia explodido por causa do calor, provocando um forte barulho similar ao de um tiro, e o pedaço de massa atingiu a parte detrás da cabeça de Lisa. Quando ela colocou as mãos para descobrir o que era, sentiu a massa e pensou que fosse seu cérebro. Inicialmente ela desmaiou, mas rapidamente se recuperou e tentou segurar seu “cérebro” por uma hora até que alguém percebesse e fosse ajudá-la. Lisa é loira.
Preciso realmente dizer alguma coisa?