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	<title>Recomendo, Com Cerveja! &#187; Bebedeiras</title>
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		<title>História de Carnaval &#8211; parte 2</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 13:04:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jovas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Passe longe Continuando o perrengue do Carnaval&#8230; Então cheguei na cidade e como vi que a casa em que eu estava (com a capacidade máxima de hospedes saturada e apenas UM banheiro) era uma porcaria, coloquei fé na festa. Foda-se o conforto, tenho que aproveitar o que puder da farra, pensei. Mas aproveitar O QUÊ? [...]]]></description>
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<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Hell" src="http://i285.photobucket.com/albums/ll45/Jovas-RCC/nepolis.jpg" alt="" width="400" height="281" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Bookman Old Style;">Passe longe</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Continuando o perrengue do Carnaval&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Então cheguei na cidade e como vi que a casa em que eu estava (com a capacidade máxima de hospedes saturada e apenas UM banheiro) era uma porcaria, coloquei fé na festa. Foda-se o conforto, tenho que aproveitar o que puder da farra, pensei. Mas aproveitar <strong>O QUÊ</strong>? &#8212; Que foi justamente isso que me perguntei nos dias seguintes.</p>
<p style="text-align: justify;">Dos 4 dias que fiquei na cidade, durante 3 manhãs fui &#8220;curtir&#8221; o Carnaval de rua, seguindo o pessoal que acompanhava as bandas de frevo que subiam e desciam ladeiras paralelamente tocando marchinhas populares. Eu sabia que o calor de uma cidade nordestina nessa época estaria humanamente insuportável, mas pelo menos imaginei que, como em Olinda, iria me refrescar: na cidade Pernambucana é tradição pessoas molhares as outras durante a festa com água, utilizando armas d&#8217;água, baldes, mangueiras, etc. Resumindo, água é com o que você se &#8220;suja&#8221; por lá. Mas em Neópolis não.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao sair as ruas, logo notei que o costume do povo da então inédita cidade era a de sujar pessoas com <strong>TUDO</strong> que não refrescava, ao contrário, irritava profundamente o indivíduo alvo da brincadeira. Vi pessoas que nas portas de suas casas abriam sacos de farinha de trigo, colocavam um pouco de água (leia-se gotas), mexiam a mistura e aquela merda se transformava numa massa uniforme e argilosa que quando passada em qualquer coisa, principalmente em partes do corpo humano, com o calor escaldante presente se solidificava com a mesma eficácia que &#8212; tô falando sério &#8212; cimento de construção. Ao invés de uma água amigável no rosto, você recebia um bolo de massa de farinha na cara, que se demorasse muito para ser retirada, havia chances de a pessoa atingida sofrer de uma eterna paralisia muscular facial. Mesmo limpando aquela porcaria do rosto, ao sorrir dava pra sentir a crosta que sobrou da massa rachar no interior dos seus poros. Sabe Super Bonder quando gruda na pele? Aquilo não é <strong>NADA</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2075"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Outro ingrediente de predileção geral da galera que buscava sujar as pessoas e que achava, sabe-se lá por que, engraçado era o suco em pó. Muito simples de ser usado, basicamente o maluco pegava um saquinho de suco em pó (geralmente de uva, suja mais), o abria no meio da multidão, <strong>cuspia</strong> dentro, mexia com o dedo, conseguia assim outra espécie de massa pastosa altamente colante, em seguida metia o dedo naquela merda e passava na <strong>boca</strong> de quem nunca tinha visto dizendo &#8220;Olha o batom! HAHA!&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Tomar-no-cu.</p>
<p style="text-align: justify;">Vi amigos que foram sujos com suco em pó e saliva e que não conseguiram fazer seus dentes voltarem a ter a coloração normal mesmo depois de seguidas escovadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Então basicamente a festa consistia em seguir as bandas de marchinha pelas ladeiras, num calor do diabo, rodeado de gente visualmente não muito bonita (veja e morra clicando <a title="Desculpe 1" href="http://i285.photobucket.com/albums/ll45/Jovas-RCC/nativobonito1.jpg" target="_blank">aqui</a>, <a title="Desculpe 2" href="http://i285.photobucket.com/albums/ll45/Jovas-RCC/nativobonito2.jpg" target="_blank">aqui</a> e <a title="Zé da pipoca doce, esse é brother" href="http://i285.photobucket.com/albums/ll45/Jovas-RCC/nativobonito3.jpg" target="_blank">aqui</a>) e recebendo a todo instante cola de farinha no cabelo e batom de suco em pó nos beiços.</p>
<p style="text-align: justify;">Calma, essa era a MELHOR parte do dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Como a putaria na rua iniciava lá pelas 10 da manhã, às 5 da tarde o pessoal começava a voltar para casa com o intuito de descansar para os shows que ainda rolavam a noite.  Mas a casa em que eu fiquei tinha suas peculiaridades. Quando regressava a ela, vi durante todos os dias as seguintes cenas:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1)</strong> Alguns dos hospedes da casa, todos do sexo masculino, dançavam ao redor de um carro na rua com o som de estourar os tímpanos, trajando apenas sungas com meias embutidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi exatamente isso que eu disse. Caras da casa que nem conhecia ficavam na rua, dançando axé ao redor de um carro que suponho que seja de um deles, pagando de fortões com meias dentro da sunga. Como eu soube disso? Segue o diálogo:</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 30px;"><em>&#8211; E aí, broooder!</em> &#8212; fala pra mim um dos dançarinos estranhos enquanto eu saia da casa &#8212; <em>Sabe dançar não? Chegaí!</em><br />
<em>&#8211; Valeu, nem rola.<br />
<em>&#8211; Qual foooi, irmãozim?<br />
<em>&#8211; Sabe o que é, vocês tem um gingado que eu não tenho, brooooder!</em> </em></em>&#8211; respondi com um tom de ironia não notado.<em><em><br />
<em>&#8211; Pô, é fácil. Pegaí uma sunga, põe uma meia dentro pra impressionar as menininhas e já era, mô paaai!</em><br />
<em>&#8211; Tá falando sério?<br />
&#8211; Que foi?<br />
&#8211; Vocês usam meia dentro da sunga?</em><br />
<em>&#8211; Só pra impressionar, normal&#8230;</em> </em></em>&#8211; responde o maluco dançando algo que me lembrou a Carla Perez com flatulências.</p>
<p style="text-align: justify;">Para vocês terem a mesma sensação que tive quando vi aquilo, saibam que era mais ou menos <a title="Não passei dos 16s" href="http://www.youtube.com/watch?v=bGZ7EDCbyjI" target="_blank">uma merda dessas</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2)</strong> Ao ir fazer uma comida, geralmente miojo, tinha que ter cuidado com o pessoal que dormia na cozinha.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de passar o dia inteiro na rua apenas na base da cerveja, quando regressava à casa só tinha uma coisa em mente, matar a fome que violentava o estômago. Automaticamente todas as vezes que me dirigia pra cozinha a fim de fazer um miojo horroroso, só pra não morrer mesmo, tinha que ter dois cuidados. Um era de não deixar óleo quente ou água fervente espirrar para fora da panela. Cozinhar e deixar que uma dessas coisas acontecesse, significaria que o cara que nesse exato momento dormia embaixo do fogão (falei que não tinha espaço na casa) acordaria com óleo quente papocando em sua face. Basicamente quem ia usar a cozinha, a dividia com umas 12 pessoas que naquele mesma hora estavam descansando em seus confortáveis colchonetes.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra coisa que deveria se ter atenção era na hora de abrir a geladeira. Havia sempre um cara que dormia ao lado dela, então toda vez que alguem abria o velho eletrodoméstico para pegar qualquer coisa do congelador, por exemplo, tinha que ter cuidado para que nenhum pedaço de gelo caísse no cidadão abaixo. Se bem que deixei cair certa vez um pedaço de queijo na cara do maluco que dormia e ele nem acordou.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3)</strong> Cuidado ao pisar no quintal.</p>
<p style="text-align: justify;">A porta da cozinha levava ao quintal. Entenda &#8220;quintal&#8221; como uma área de terra e lama que pessoas jogavam o lixo que se formava na casa e, quando a situação apertava, usavam parte do local como banheiro. Vale lembrar que também havia gente que dormia por ali, meus amigos. Sendo assim enquanto você jogava os restos de macarrão instantêneo no lixo, ou fazia um xixizinho maroto, tinha que ter cuidado para que nada atingisse as pessoas que dormiam tranquilamente perto do lixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora imagine como deve ser a perfeição de um Carnaval de quem tem que dormir na lama, do lado de fora da casa, na mesma área em que se joga lixo e se distribue xixi destilado de cachaça. Tinha gente que simplesmente não ligava. Aposto que esse mesmo pessoal se visse pousando no lixão um mosquito mutande portador do vírus ebola, cuidariam dele como se fosse um filhotinho de cachorro.</p>
<p style="text-align: justify;">No início da noite, com isso tudo acontecendo, havia o momento do segundo banho do dia. Esqueci de explicar, mas se tinha direito a dois banhos: o primeiro era logo cedo, pra acordar;  já o último era à noite, pra quem fosse aos shows ou quisesse tirar a sujeira do corpo obtida pela manhã nas ruas. Como falta água na cidade nessa época (coisa que eu não sabia, que beleza), quem se sujasse de dia tinha que esperrar até anoitecer para poder tirar com eficácia o suco em pó das gengivas, por exemplo. Até pensei em sair à noite, mas como só tinha um banheiro na casa &#8212; isso significa que se você chegasse na fila do banheiro às 21h, só tomava banho para sair perto da meia-noite &#8212; não saí em nenhum dos dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas um amigo meu que foi ao show me disse que a festa era &#8220;razoável&#8221;, entenda como quiser, entretanto havia um pequeno problema: o palco onde as bandas tocavam e ficava o povão se situava na parte baixa de uma ladeira. Você tinha que descê-la para chegar à festa. Porém, as barracas de bebida e tiozões que vendiam cerveja no isopor de praia ficavam na parte de cima. Então toda vez que você queria beber, mesmo água, tinha que subir o diabo da ladeira. Isso desviando de bêbados, marginais adeptos do cabelo do <a title="Sabe aquele cantor excelente..." href="http://i285.photobucket.com/albums/ll45/Jovas-RCC/belorealmente.jpg" target="_blank">Belo</a>, travecos barbados, moleques salientes que ainda atacavam pois ainda tinham restos de saliva e suco em pó e uma multidão que vinha freneticamente no sentido contrário. Que MARAVILHA.</p>
<p style="text-align: justify;">Passou-se o Carnaval e depois de dias sujo com uma mistura farinha e Tang de uva que me cobria do cabelo ao interior das cuecas, dormindo horrorosamente, sem comer direito, mal tomando banho, enfim, passado pelo inferno, regressei novamente a Aracaju e só quero saber uma coisa:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quem foi o filho da puta que inventou e achou bom esse Carnaval do Satanás?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Só de lembrar eu já&#8230; <strong><img class="alignnone" title="NONONONONONONONONONONONONONO" src="http://i285.photobucket.com/albums/ll45/Jovas-RCC/convulsao.gif" alt="" width="19" height="19" /><br />
</strong></p>
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		<title>História de Carnaval &#8211; parte 1</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 09:31:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jovas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bebedeiras]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Death Race]]></category>
		<category><![CDATA[festa]]></category>
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		<description><![CDATA[Fevereiro passou, o Carnaval enfim terminou e como a boa tradição brasileira comanda, é agora que o ano se inicia. Mas, falando em Carnaval,  como foi o de vocês, galerinha? Quem ficou em casa? Quem viajou? E quem foi a outra cidade, foi a um lugar tranquilo ou procurou alguma festa ensandecida? Eu viajei &#8212; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--adsense--></p>
<p style="text-align: justify;">Fevereiro passou, o Carnaval enfim terminou e como a boa tradição brasileira comanda, é agora que o ano se inicia. Mas, falando em Carnaval,  como foi o de vocês, galerinha?</p>
<p style="text-align: justify;">Quem ficou em casa? Quem viajou? E quem foi a outra cidade, foi a um lugar tranquilo ou procurou alguma festa ensandecida?</p>
<p style="text-align: justify;">Eu viajei &#8212; e lhes conto agora como foi uma das <strong>PIORES</strong> viagens e festa que já participei na vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Faz uns 3 anos que vou sempre a Olinda/PE, aproveitar um dos melhores carnavais de rua que ainda são feitos com qualidade no país. Cidade histórica, bonita, muita gente boa, nada de brigas e tumultos durante a festa, resumindo, não tenho nada a reclamar. Porém, esse ano resolvi mudar os planos. Com a grana curta, decidi não viajar para fora do estado e optei por ficar por aqui mesmo, viajando para uma cidade do interior. A escolhida foi <a title="Neópolis City" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ne%C3%B3polis" target="_blank">Neópolis</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Conhecida por ter o 2º melhor Carnaval de rua do mundo, perdendo apenas para o de Olinda (tem lá na Wikipédia, pode conferir), nunca tinha visitado a cidade, mas muita gente me recomendou viajar pra lá como opção de uma boa festa.</p>
<p style="text-align: justify;">E é pra esse pessoal que me recomendou o Carnaval de lá que faço a seguinte pergunta:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" src="http://i285.photobucket.com/albums/ll45/Jovas-RCC/angry_baby_head.jpg" alt="" width="250" height="270" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8211; PERDERAM O JUÍZO, FDPS?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2054"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Sério, duvido fortemente que a intenção dessas pessoas que me aconselharam ir pra lá não era pura e simplesmente que eu me fodesse. E aposto também que eram suicidas, pois tenho absoluta certeza que esperavam que eu regressasse puto e consequentemente distribuisse peixeiradas a vontade em seus intestinos.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretando, você deve estar se perguntando &#8220;Mas Jovassm ,qq conteceu?/&#8221;. Deixando a enrolação de lado, vamos começar do início.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, para poder viajar para a longínqua cidadezinha, tive que pegar uma lotação. Uma mini-van daquelas que ficam na rodoviária e tem passagem mais barata. Vans puramente clandestinas, para ser mais exato. As passagens de ônibus normais já haviam acabado e arrisquei viajar fora da lei mesmo. Com uns amigos comprei as &#8220;passagens&#8221; (na verdade era um pedaço de saco de papel de pão com o nome escrito <em>passa<strong>j</strong>eiro</em>) na hora que cheguei à rodoviária e não demorou muito para que a estrada fosse pega. Vale ressaltar que não sei quantas pessoas cabem nesse tipo de veículo, mas o número de gente compactada dentro daquela merda era <strong>MUITO</strong> maior que o pequeno carro poderia suportar.</p>
<p style="text-align: justify;">Sentado no fundão, ao meu lado havia uma senhora com uma galinha no colo. Inicialmente pensei que era um senhor, pois possuía na face um bigode maior que o que eu conseguiria caso cultivasse pelos na minha cara para todo o sempre, por exemplo. Lembram do Danny Trejo, o <a title="They call him MACHETE" href="http://www.youtube.com/watch?v=2IfCRq8b4MA" target="_blank">Machete do trailer fake de Planet Terror</a>? Pois então, era exatamente igual à senhora que estava ao meu lado.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i285.photobucket.com/albums/ll45/Jovas-RCC/danny-trejo-machete.jpg" alt="" width="250" height="351" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Bookman Old Style;">Basicamente esse cara era a véia ao meu lado. Bom, ela devia ter mais tatuagens</span></p>
<p style="text-align: justify;">Durante a viagem, mesmo com todos os vidros da van abertos, o amontoado de gente se apertando para conseguir ao menos respirar aquecia notavelmente o interior do carro, tranformando a van numa sauna móvel. E pior, uma sauna móvel que vaporizava de gases tóxicos que eu não preciso explicar quais são pois vocês podem imaginar muito bem do que estou falando. Mesmo com aquele fedor e suor coletivo, pra minha mínima sorte, eu que estava com o ombro esquerdo situado proximamente perto do suvaco da senhora de bigode, conseguia evitar os pingos provindos de suas axilas, pois antes que pudessem cair em mim, caiam antes numa das asas da galinha.</p>
<p style="text-align: justify;">Para vocês verem minha situação, de início tive inveja da galinha. Ela podia levantar, abrir as asas, se quisesse até botar um ovo, já que não estava tão apertada quando o resto do pessoal dentro da van. Mas ao ver aqueles pingos do fluido aquoso que caia do suvaco da véia diretamente em suas penas, não duvido nada que aquele animal preferia imediatamente virar um guisado e ser devorado por indigentes famintos do que continuar naquela posição.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro fato a ser observado é sobre o motorista da van. Motoristas normais que transportam passageiros, automaticamente sabem que tem uma grande responsabilidade em mãos. Caso alguma merda aconteça, a culpa cai para o condutor do veículo. Entretanto havia uma diferença em relação aos motoristas normais e o motorista da minha van. Esse cara sequer sabia que tinha uma responsabilidade. O infeliz acelerava violentamente pela estrada, realizando curvas que faziam minha pessoa se borrar completamente (eu tinha medo de numa curva um pingo de suor da véia desviar da galinha e me atingir) e achava a coisa mais normal do mundo. Certeza que esse cara não tinha amor pela vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de uma hora e meia de viagem, cheguei na cidade e tive duas conclusões:</p>
<p style="padding-left: 30px;">1) <strong>NUNCA</strong> mais andarei de mini-van<br />
2) Motoristas de van ganhariam facilmente a <a title="Isso é fichinha" href="http://www.youtube.com/watch?v=zst4BeCMAts" target="_blank">Death Race</a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de seguir as coordenadas que uma amiga tinha me passado da casa em que eu ficaria, segui com meus amigos pelas ruas até então desconhecidas até achar o local. Havíamos pago um valor considerável para ficar numa casa alugada por uma amiga dessa amiga e assim ficar na cidade com um teto e comida garantida. Minto; teto, comida e todo sofrimento que um ser humano pode passar em um feriado nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi me assegurado que a casa era espaçosa e que tranquilamente poderia suportar 20 pessoas em seu interior. Até aí tudo bem. Só que ao chegar no local, percebi que aquela merda não era nada espaçosa e que já havia bem mais de 20 pessoas hospedadas. Só pra adiantar, contando comigo e meus três amigos, ao final do Carnaval a casa abrigou <strong>43 pessoas</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os móveis da residência haviam sidos retirados. O objetivo era adquirir mais espaço no recinto para o pessoal poder dormir em seus confortáveis colchonetes e assim descansar dos longos dias de festa. Com 20 pessoas isso ia até ser possível, mas com o dobro&#8230; nem fudendo. Assim como a mini-van do inferno, a casa também estava densamente povoada. Inicialmente o  lugar escolhido para que o pessoal pudesse dormir foi a sala, para quem tinha colchonetes/colchões inflavéis/etc, e as camas para os casais ou gente que chegasse primeiro e as tomasse posse. Consegui um canto da sala, perto de uma parede repleta de mofo, mas tava EXCELENTE. Devido àquelas condições, não tinha nem como reclamar. Naquele aperto vi uma galera que tinha as camas situadas, por exemplo, no chão da cozinha, no quintal com o cachorro, na porta do banheiro e, o melhor,  um maluco que  pagou pela casa, mas como chegou atrasado não havia mais lugar para caber ninguém e ele teve que deixar o colchão na calçada da rua. Sim, o cara teve que dormir na rua, na calçada da casa, ao relento, com chance de ter as nádegas apalpadas por algum mendigo tarado e com muriçocas chupando seu sangue durante toda a noite.</p>
<p style="text-align: justify;">Como era Carnaval, aquela putaria e tal, percebi que aparentemente ninguém ligava pra esses pequenos detalhes.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>E no próximo capítulo: como foi a festa, mais perrengues que a casa oferecia, pagodeiros adeptos da meia na cueca e o que acontece quando falta água numa casa e existem 40 pessoas sujas de suco em pó de uva?<br />
</em></p>
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		<title>A arte do teletransporte</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 16:05:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jovas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bebedeiras]]></category>
		<category><![CDATA[amnésia]]></category>
		<category><![CDATA[bêbado]]></category>
		<category><![CDATA[festa a fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[histórias]]></category>
		<category><![CDATA[suco gummy]]></category>
		<category><![CDATA[teletransporte]]></category>

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		<description><![CDATA[Voltei, minha gente. Depois de tirar umas férias forçadas &#8212; correria entre faculdade/trabalho/limpar cocô do Luke &#8212; estamos de volta com a programação normal. Agora, antes de me xingarem, me respondam uma coisa: quem não gostaria de ter super poderes? Uma visão raio X, pra poder tirar a dúvida se aquele relevo arredondado no sutiã [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--adsense--></p>
<p style="text-align: justify;">Voltei, minha gente. Depois de tirar umas férias forçadas &#8212; correria entre faculdade/trabalho/limpar cocô do <a title="Não o do KD. E sim meu cachorrinho novo." href="http://www.recomendocomcerveja.com/2008/10/24/ganhei-um-cachorrinho/" target="_blank">Luke</a> &#8212; estamos de volta com a programação normal.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, antes de me xingarem, me respondam uma coisa: quem não gostaria de ter super poderes? Uma visão raio X, pra poder tirar a dúvida se aquele relevo arredondado no sutiã da sua amiga gostosa é um piercing no mamilo ou uma verruga parasita; ou quem sabe conseguir usar a Força como um Jedi para quando um ladrão vier lhe roubar a carteira na rua, cê poder falar <em>&#8220;Você não vai roubar a carteira. Você é vai enfiar esse revólver de espoleta no meio rabo e deixá-lo aí para todo o sempre&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Parece uma utopia, porém eu acredito que todos os seres do planeta, não só os humanos, tem <strong>UM</strong> poder embutido em seus seres. É uma técnica similar à do Goku, com a única diferença que o saiyajin anabolizado executa o procedimento quando quer. Já para nós realizarmos o mesmo, temos que fazer uso do combustível preferido dos bêbados frequentadores de buteco, cujo chão tem contornos em giz de corpos de indivíduos que levaram facadas nas costelas por pedirem para beber leite quando chegaram no estabelecimento: o álcool.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao consumirmos litros desse líquido que apenas pessoas profissionalizadas na área de ingerir etanol em quantidades que encheriam caminhões pipa, e somente dessa maneira, pessoas como eu e você conseguem manifestar um resquício desse poder &#8212; e também sofrer o risco de transformar o próprio fígado em uma massa de carne acinzentada e putrefata.</p>
<p style="text-align: justify;">Falo da técnica do <strong>TELETRANSPORTE</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.recomendocomcerveja.com/wp-content/uploads/2008/11/goku-teleport.gif" alt="" width="300" height="200" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Bookman Old Style;">É tipo isso aqui<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">Pra compensar a falta de postagens nos últimos dias, trago um post gigante (leia paulatinamente) com três histórias de bebedeiras em que ultrapassei as barreiras do espaço/tempo e me movi a longas distâncias ao mesmo tempo que tentava me manter em pé sem cambalear.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1613"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><!--––more––--></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>A vez que teleportei na festa a fantasia<br />
</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Aqui na província há uma festa a fantasia que já virou quase uma tradição entre os jovens. Sempre no fim do ano ela acontece e já fazem uns 4 anos que compareço religiosamente. Mas por que, o que há de tão legal nessa festa para eu anualmente agradecer com preces diárias às forças cósmicas pela realização desse evento? Sendo você um cara esperto, vai me entender por causa de, pelo menos, 3 motivos:</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;">1) Moças vestidas de Mulher-Gato<br />
2) Moças vestidas de Diabinha<br />
3) Moças vestidas com qualquer roupa curta</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="BOAS fantasias" src="http://i285.photobucket.com/albums/ll45/Jovas-RCC/fantasias_femininas-1.jpg" alt="" width="450" height="367" /></p>
<p style="text-align: justify;">Concordam comigo? Mas o fato é que por ser tão boa, também se tornou tradição a minha pessoa, como posso dizer, extrapolar: a excitação por ir a essa festividade santificada repleta de pessoas do sexo oposto semi-nuas, me faz chegar a um nível de empolgação que se fizermos uma metamorfose de personalidade entre a véspera e o dia da festa, eu passaria de uma pessoa absolutamente normal num dia, para uma pessoa absolutamente normal e dona de uma vontade monstruosa de comemorar enchendo a cara pesadamente no outro.</p>
<p style="text-align: justify;">Então aconteceu que num certo ano resolvi passar do limite.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia do show, momentos antes de ir a ele, me reuni com dois amigos para decidirmos que bebida letal levaríamos, para assim não gastarmos uma nota preta com a cerveja extremamente cara vendida na festa. Sabe se lá o porquê, resolvemos levar Suco Gummy. Para quem não conhece, esse líquido amaldiçoado é feito caseiramente da seguinte maneira:</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">Receita</span>: pegue uma garrafão de água mineral 5 Litros. Jogue fora ou regue uma planta com 2/5 dessa água. Com os 3L que sobraram, misture mais 2L de vodka, e acrescente uns 3 ou 4 pacotinhos de suco em pó de qualquer sabor e&#8230; É isso. Pelo menos eu faço assim. Agora temos um <a title="Tenso" href="http://i285.photobucket.com/albums/ll45/Jovas-RCC/prod_pet_5l.jpg" target="_blank">galão de 5 litros</a> de uma mistura banida do inferno pelo próprio Satanás.</p>
<p style="text-align: justify;">Aparentemente é uma bebida leve, nada muito forte, o suco em pó suavisa o sabor horrendo da vodka vagabunda e torna o gosto até agradável &#8212; sendo assim, é um líquido que a pessoa bebe consideravelmente. Como íamos para o festejo num grupo de cinco amigos, nos três decidimos levar 3 galões de Suco Gummy, ou seja, <strong>15 LITROS DESSA PORRA</strong>. Achávamos que era a quantidade mínima a ser levada. O cálculo foi tão mal feito que não percebemos que a média seria 3L por pessoa. Como estávamos empolgados, principalmente eu,  imaginando as fantasias femininas que seriam vistas, não ligamos para a quantidade do &#8220;suco&#8221;, fizemos a bagaça toda e levamos à festa.</p>
<p style="text-align: justify;">Vestido com uma das fantasias mais fáceis de se conseguir, <a title="Só pra constar, não sou eu." href="http://i285.photobucket.com/albums/ll45/Jovas-RCC/turista-1.jpg" target="_blank">turista</a>, estava eu na entrada do evento com o grupo de amigos, e vendo aquela putaria toda de pessoas chegando ensandecidas no show, antes de entrarmos já tínhamos eliminado do interior das garrafas todo o líquido demoníaco.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quando fui adentrar na festa, percebi que havia me perdido da galera. Como estava até aquela hora normal (leia-se não bêbado), achei melhor entrar logo no local e quem sabe encontrar meu pessoal já lá dentro. Mas eis que então, meus amigos, aqueles 3 litros mínimos de álcool que eu havia bebido começaram a corroer meu estômago com a mesma eficácia que uma gota do mais potente ácido sulfúrico transforma em pó um esqueleto inteiro de adamantium. E aí o poder do teletransporte mostrou sua forte presença.</p>
<p style="text-align: justify;">No momento que dei meu ingresso ao porteiro e entrei no evento, ainda na porta, dei uma piscadela e quando abri os olhos estava parado em frente a um banheiro químico. Que porra eu tava fazendo ali? Comecei a andar pisquei de novo. Abri novamente os olhos e quando dei por mim, estava discutindo com uma tia velha que vendia bebidas numa barraquinha e me acusava de não ter pago aquela cerveja que eu segurava. Pisquei mais uma vez e então estava dentro de um ônibus coletivo já de manhã, e na minha quarta piscada, já tava em casa.</p>
<p style="text-align: justify;">E entenda &#8220;piscar&#8221; como <strong>REALMENTE</strong> piscar. Cê abre os olhos e não tem a mínima idéia de como foi parar noutro local tão rápido e também não sabe de absolutamente nada do que fez no tempo em que foi de um canto a outro.</p>
<p style="text-align: justify;">Incrivelmente voltei pra casa com um colar extra de havaiano, um óculos escuro, e uma tiara colorida. O que me entriteceu foi que quando olhei nos bolsos da bermuda, achei um suposto número de telefone de uma pessoa chamada &#8220;Gisleide fofinha&#8221;.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>A vez que fiz intercâmbio de bebidas</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Antes de entrar na universidade, eu já tinha o hábito de frequentá-la. De meses em meses, congressos trazem pessoas de vários cantos do país, e também de outros continentes, para fazer uso do campus local e trocar informações em palestras e&#8230; péra, não é bem isso. Vamos corigir.</p>
<p style="text-align: justify;">De meses em meses, congressos trazem pessoas de vários cantos do país, e também de outros continentes, para fazer uso do campus local e se embriagar fortemente nos shows que acontecem no interior da universidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabendo disso, fui a uma dessas reuniões universitárias acompanhado de um amigo e de uma garrafa de cachaça. Sem dinheiro e não nos permitindo ir de mãos vazias, compramos a coisa mais barata e contendo álcool que achamos nas redondezas do campus.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo de cara, quando entramos na universidade, vimos um grupo de hippies tocando violão enquanto entornavam uma garrafa que continha um líquido vermelho em seu interior.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Hippies parecidos com os que vi" src="http://i285.photobucket.com/albums/ll45/Jovas-RCC/hippies.gif" alt="" width="312" height="300" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Bookman Old Style;">&#8211; Viva, viva sociedade alternativaaa!</span></p>
<p style="text-align: justify;">Segue o diálogo:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8211; Vamos chegar ali neles, trocar umas idéias, e tentar também trocar essa cachaça miserável por aquela deles que parece de uma bebida pelo menos mais humana &#8212; </em>diz meu amigo.<em><br />
&#8211; Cara, eles são hippies. Ali deve ser sangue de algum animal achado na rua, que não está em extinção, logicamente, pois há todo um lance ideológico. Eu acho. Enfim, não sei se é uma boa idéia.<br />
&#8211; Ei, tô vendo ali, eles tem algumas cervejas também.<br />
&#8211; Ok, vamo lá.</em></p>
<p style="text-align: justify;">E seguimos em direção ao grupo de hippies. Não demorou muito e já estavamos trocando bebidas, quando outro bando peculiar de pessoas apareceu: um grupo de hippies completamente bebaços. Traziam consigo alguns outros tipos de bebida que nunca vi na vida e ao perceberem a roda de violão que rolava, se juntaram a nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de algumas horas, eu já havia conversado com grande parte do pessoal, aprendido a como fazer um colar tendo como base gravetos, pêlos de suvaco e latas de alumínio, e também já tinha apreciado grande parte da bebida que compartilhavam.</p>
<p style="text-align: justify;">Num certo momento, levantei da roda e deu vontade de ir ao banheiro. Saí perambulando e como ainda não conhecia o interior da universidade, acabei não achando banheiro nenhum. Encontrei algo melhor, uma árvore.</p>
<p style="text-align: justify;">No momento que vi aquela árvore e pensei &#8220;Vou lá&#8221;, mas o poder do teletransporte se manisfestou e mandou filhadaputamente um &#8220;Vai não&#8221;. Na metade do caminho para chegar no meu objetivo lenhoso, pisquei&#8230; Quando abri os olhos já era de manhã e estava <strong>acordando numa das mesas que ficam entre os departamentos do campus.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É o seguinte, entre os departamentos há mesinhas para o pessoal se reunir nos intervalos, estudar, deixar o material antes da aula, etc. Já eu estava dormindo numa dessas mesinhas. E babando, diga-se de passagem. Como diabos fui parar ali?</p>
<p style="text-align: justify;">Quando notei que estava em cima dessa mesa, olhei pros lados e percebi que o pessoal das mesinhas ao redor, que era um pessoal de outros estados, que estava alojado no campus e tal, comia seu café da manhã enquanto olhava para mim sem também entender que porra era aquela. E nem sinal do amigo que estava comigo. Daí levantei, chequei os bolsos, tava tudo lá &#8212; carteira, celular, colar de pêlos de suvaco &#8212; e então um medo súbito veio em mente: será que não cheguei ali sozinho, e na verdade <strong>ALGUÉM</strong> é que tivera me colocado para dormir em tal canto?</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrei daquele dito popular que &#8220;C* de bêbado não tem dono&#8221; e em seguida o pavor de ter participado de alguma experiência desagradável do ponto de vista heterossexual, tomou conta total da minha consciência. Mesmo tendo acordado de barriga para cima, o que era um bom sinal, eu precisava saber como tinha ido parar ali.</p>
<p style="text-align: justify;">Saí em busca do meu amigo para tirar tal dúvida &#8212; e para pedir dinheiro pra pegar o ônibus, pois percebi que não tinha grana nenhuma. Depois de andar por uma boa parte do campus, achei meu conhecido no restaurante universitário, tocando violão e bebendo o que seria o último gole provindo daquela garrafa de líquido vermelho. Impressionantemente o cara tinha virado a noite, não parado de beber e sobrevivido. E segue o diálogo:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8211; Ô, rapaz, ó você aí! </em>&#8211; retruca meu camarada.<em><br />
&#8211; Aqui agora, seu corno fdp. Antes eu tava dormindo numa mesa. NUMA MESA. Como fui parar lá?<br />
&#8211; Lembra não?<br />
&#8211; Quando acordei não lembrava MEU NOME, imagine como cheguei ali.<br />
&#8211; Rapaz, foi o seguinte, você tava demorando pra voltar do &#8220;banheiro&#8221; aí fui atrás de ti pra ver se não tava fazendo nenhuma besteira. Quando te vi, você tava sentado no banquinho duma mesa. Sentei noutro banco, começamos a conversar e você aparentava estar com sono, pois não abriu o olho sequer uma vez. Daí falei &#8220;Vou voltar onde o pessoal está&#8221;, olhando na direção deles e quando olhei novamente pra você, cê já tava em cima da mesa, dormindo, no automático. Não consegui te acordar, deixei lá mermo. E ninguém chegou perto de você não, fiquei olhando de longe. Pode ficar despreocupado.<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Depois dessa boa notícia nem quis saber que diabos tinha feito nesse congresso e voltei pra casa soltando fogos de artifício mentais.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>A vez do teletransporte da rave</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Nunca fui muito interessado em ir a raves. Acreditava que estar num ambiente em que um amontoado de gente fica alucinado por inalar potes inteiros de Vick Vaporub, que são quase inteiramente colocados dentro de suas cavidades nasais, não era algo lá muito agradável. Mas como não conhecia esse tipo de festa de música eletrônica, fui conferir uma.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i285.photobucket.com/albums/ll45/Jovas-RCC/rave.jpg" alt="" width="450" height="338" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Bookman Old Style;">Já adiantando, é coloridamente assim</span></p>
<p style="text-align: justify;">À noite, ao chegar no local da festa &#8212; que era um sítio abandonado ou algo do tipo &#8212; encontrei vários conhecidos. Antes de entrar na rave, fiquei conversando com esses conhecidos, quando um deles me oferece uma bebida que levava vodka e energético na sua composição. Como não tinha bebido nada, aceitei um gole. Bom, dois goles. Na verdade, eu acho que bebi pra caramba daquela bebida.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de passar meia hora que havia ingerido um pouco daquela solução de base energética, fui entrar na rave e&#8230; pisquei. Abri os olhos e tava onde? Adivinha. Sério, tenta adivinhar.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>EM CASA</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Acordei como num dia normal, mas em poucos sergundos veio o pensamento &#8220;Maluco, onde em tava ontem mesmo, eim..? PUTSAHSBALDKBA, TAVA NA RAVE!&#8221;. Nesse momento nada me vinha à cabeça. <strong>NADA</strong>. Tentava lembrar do que havia feito na noite anterior e a única coisa que surgia era um branco do tamanho de 10 sóis. As recordações de como tinha sido a rave haviam sido excluídas do meu cérebro, como se o próprio Will Smith tivesse saído da película de MIB apenas para apagar minha memória com aquele aparelhinho fazedor de amnésia.</p>
<p style="text-align: justify;">Como eu havia chegado em casa? O que eu tinha feito na festa? Eu tinha ao mínimo entrado na festa ou entrado em estado deplorável logo no início?</p>
<p style="text-align: justify;">Liguei pra um amigo que tinha ido junto comigo e o cara nem ficou surpreso por eu não lembrar de nada que tinha acontecido. Ele também não se lembrava de algumas coisas. <strong>Nota mental:</strong> analisar melhor as pessoas com quem ando.</p>
<p style="text-align: justify;">Meu camarada citou alguns fatos que protagonizei:</p>
<p style="text-align: justify;">- Dancei (lembrando que eu não danço)<br />
- Cortei a palma da mão com a chave de casa (ninguém sabe como)<br />
- Fiquei com uma garota (e não tenho idéia como é a face dessa menina, mas disseram que não era bizonha. Pelo menos isso)<br />
- Pensei que haviam roubado meu celular.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa parte do celular merece um destaque.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de falar ao telefone com esse meu amigo, fui checar meu celular e ver se estava inteiro ou se tinha alguma ligação perdida. Notei que havia uma mensagem de voz. Acessei a mensagem e o que ouvi foi mais ou menos o seguinte:</p>
<blockquote style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>&#8211; Ô, mermão! Cê me roubou! Como cê me roubou? Tá maluco, rapá? Perdeu a noção da existência?! Mermão, se eu te vejo na rua, cê vira do avesso, infeliz/!!</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Isso era <strong>eu</strong> mandando mensagem de voz de outro celular pro meu próprio número.</p>
<p style="text-align: justify;">Liguei pro meu amigo novamente e perguntei que porra era aquela que acabara de ouvir. Pra minha sorte ele tinha uma explicação.</p>
<p style="text-align: justify;">O cara me disse que num certo momento da festa um conhecido me pediu o celular emprestado. Entreguei meu aparelho, comecei a falar com outra pessoa e aproximadamente 10 segundos após emprestar o celular, coloquei a mão no bolso, vi que estava vazio, esqueci que tinha emprestado o telefone (sim, consegui essa proesa), e afirmei a quem quisesse ouvir &#8220;Roubaram meu celular!&#8221;. Daí peguei emprestado o aparelho de alguém que passava ali na hora, mandei a mensagem de voz para mim mesmo e devolvi o celular à pessoa que havia me emprestado. Logo em seguida o conhecido terminou a ligação e devolveu o meu &#8212; que peguei, esqueci que achava que tinham me roubado, coloquei-o no bolso e tudo ficou normal.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E qual é a lição que podemos tirar disso tudo?</p>
<p style="text-align: justify;">Definitivamente ter poderes <strong>NÃO</strong> é algo tão vantajoso assim.</p>
<p style="text-align: center"><!-- boo-widget start --><br />
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		<title>Quem é vivo sempre&#8230; tem ressaca!</title>
		<link>http://www.recomendocomcerveja.com/2008/02/08/quem-e-vivo-sempre-tem-ressaca/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 20:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jovas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bebedeiras]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de dias de muita cachaça e putaria água de coco e descanso, enfim, voltei, cambada. Esse ano pra mim foi tranqüilo, mas teve muita gente que curtiu e caiu literalmente de boca na farra. Retrato do que a cachaça faz Como esse carnaval que passou foi realmente mais calmo, tava aqui sem fazer nada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--adsense--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Depois de dias de <span style="text-decoration: line-through;">muita cachaça e putaria</span> água de coco e descanso, enfim, voltei, cambada. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Esse ano pra mim foi tranqüilo, mas teve muita gente que curtiu e caiu literalmente de boca na farra. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><a title="bicho doido" href="http://ondeestou.files.wordpress.com/2008/02/bicho-doido.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.recomendocomcerveja.com/wp-content/uploads/2008/03/bicho-doido.jpg" alt="separa que é briga" /></p>
<p align="center"><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Bookman Old Style';">Retrato do que a cachaça faz</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="center">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="left"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Como esse carnaval que passou foi realmente mais calmo, tava aqui sem fazer nada e lembrando dos carnavais passados&#8230; Ah, carnavais passados!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="left"><span id="more-38"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="left"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Em 2006 fui pra Olinda/PE. Sim, <strong>Carnaval de Olinda</strong>. Foi o primeiro ano no carnaval da cidade. Sem conhecer muito por onde andava, a farra foi normal, bem tranqüila. Porém, eu sabia que o potencial da cidade era maior. Se fosse medir esse potencial em tamanho, ele ocuparia a área geográfica que um grupo de baleias azuis ocuparia caso estivessem participando de um gang bang. Prevendo isso, prometi a mim mesmo que o carnaval seguinte ia ser foda. Dito e feito.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="left"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Passado um ano, 2007 chega e eu tô inspirado. Chamei um amigo pra ir junto comigo pra ajudar na busca pela loucura insana e descobrir o que as ladeiras pernambucanas ofereciam em termos de aproveitamento.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="left"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Pois então, início de carnaval, chego em Recife e no mesmo dia já desço pra festa matinal de Olinda. A cidade fica entupida de pessoas de todos os cantos, muitos com fantasias, outros sem, mas todos com um objetivo nobre: curtir/beber até seus corpos chegarem no limite da falência múltipla dos orgãos. E lá estávamos eu e meu chapa andando pelas ruas, subindo e descendo ladeira, sol quente na cabeça, gente bêbada, na verdade <strong>MUITA</strong> gente bêbada. Era Carnaval.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="left"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Logo nos primeiros minutos andando pela cidade, acho uma das maiores invenções de todos os tempos:<strong> o isopor com cordinha</strong>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><a title="isopor" href="http://ondeestou.files.wordpress.com/2008/02/isopor-colar.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.recomendocomcerveja.com/wp-content/uploads/2008/03/isopor-colar.jpg" alt="isopor colar" width="461" height="306" /></p>
<p align="center"><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Bookman Old Style';">Mais ou menos parecido com o desses bonitões</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="left"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Esse exemplo de tecnologia de ponta, me permitia andar sem precisar segurar a lata de cerveja todo instante. Bastava colocá-la no isopor e pronto. A lata se acoplava no colar mais útil da humanidade, deixando-a gelada e assim preservando todo o seu sabor delicioso e alcoolizado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="left"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Feliz da vida por ter achado a invenção suprema, era hora de ir atrás da outra coisa que motiva o indivíduo a sair às ruas com o sol em ponto de ebulição automática da pele: <strong>MULHER</strong>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="left"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Como estava numa cidade que ninguém me conhecia e tinha muita gente de várias outras cidades também, a vantagem era imensa. Se tomasse um fora, tranqüilo, era um fora de alguma nativa de outra região, então pelo menos podia dizer &#8220;Ei, tomei um fora de uma capixaba PEITUDAÇA. Me dá essa lata que eu quero beber!&#8221;. Já se conseguisse um beijo, melhor ainda, evidente. E como fantasias não faltavam pelas ruas, se podia dizer “Mulher-maravilha, me amarra com seu laço” ou “Com essa diaba vou pro inferno feliz” sem chance de ficar constrangido ou parecer bêbado num nível preocupante. Claro que eu só falava algo semelhante a isso pra brincar, porque pra tentar conhecer alguém a abordagem era mais elaborada. Bom, nem tanto, mas vocês entenderam.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="left"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Depois de muita cerveja e mulher pra caramba, certas coisas difíceis de esquecer foram acontecendo. Andando por uma das ladeiras da cidade vejo um palanque com um monte de mulheres lindas em cima. A maioria loira de olho azul e sorrisos Kolynos. O coração dá uma travada, tenho um semi-infarto por uns instantes, volta a bater, dou uma cotovelada no meu amigo, aponto pra cima com cabeça e ele percebe o paraíso sobre 3 metros do chão. Pra nossa sorte duas das loiras haviam descido do palanque e estavam em frente a ele conversando. Nitidamente bêbado e sem inibição, sigo em direção a uma, meu amigo vai na outra e começamos a conversar. Ou tentar, porque elas eram da terra do bacalhau sagrado, eram originais da <strong>Noruega</strong>. Tento um inglês básico pedindo a ela a <em>beer</em> que estava bebendo e perguntando se tinha <em>boyfriend</em>. Lembrando agora acho que essas foram as únicas palavras em inglês que falei com a moça, o resto foi alguma língua nova que inventei.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="left"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">A garota de nome impronunciavel para um ser humano de terras equatoriais, tava nitidamente sem entender porra nenhuma, mas bastante simpática. Acho que ficou assustada com a abordagem-ralâmpago &#8212; disse que lá na Noruega não se &#8220;conhecia&#8221; pessoas assim rapidamente &#8212; e ficamos só num protótipo de conversa mesmo. Sem muito sucesso, eu e meu parceiro desistimos da caça e descendo a ladeira quando, do nada, o segurança delas (!) grita <em>“Ei, vocês, vem aqui pra cima, pô! Podem subir!”</em>. Que porra era aquela? Elas não querem papo mas deixaram subir no palanque? Cê tá de sacanagem, <em>Senhor</em>?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="left"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Enfim, você acha que a gente fez o quê?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="left"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Em menos de 25 segundos estávamos lá em cima conversando com todas as gringas, e pra nossa sorte tinha uma delas que era metade portuguesa, metade norueguesa, gata e a única morena do grupo. Como isso era possível, sei lá, mas o que interessa é que falava português. Pedi pra me ajudar com a amiga dela que eu havia &#8216;apaixonado&#8217;. Ela até tentou, mas a loira era muito envergonhada. Tsc. Deixei ela de lado e interagi com as outras, aprendendo algumas palavras em norueguês e ensinando <span style="text-decoration: line-through;">alguns xingamentos hardcore</span> algumas expressões a elas. Mas mesmo tendo tomado um fora  internacional, não tinha como não ficar feliz lá em cima com aquelas gatas. Era o paraíso. Mais ou menos assim:<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><a title="loiras" href="http://ondeestou.files.wordpress.com/2008/02/loiras.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.recomendocomcerveja.com/wp-content/uploads/2008/03/loiras.jpg" alt="Céu" /></p>
<p style="text-align: center"><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Bookman Old Style';">Céu </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="left"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Quando começou a ficar tarde, depois de umas 8 horas de muita festa, decidimos ir embora e descer a última ladeira pra ir pegar o ônibus de volta pra casa. [nota] Que ônibus FILHO DA PUTA de lotado [/nota]. Pelo caminho vemos 3 garotas bem gatinhas indo embora também.</span></p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8211; Vamo lá? – diz meu amigo.<br />
&#8211; Que é que você acha, fdp? – pergunto.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Começo a conversar com uma, meu amigo com outra, conversa vai, conversa vem e pá! Consigo ficar com a garota lá mesmo na ladeira, com muita gente passando pra ir embora. Peço o telefone da menina, mas nem eu nem ela tínhamos papel e caneta. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Cê tá de sacanagem, <em>Senhor</em>?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;">Sem avisar, a garota corre enlouquecida de paixão até uma vendedora de churrasquinho e fala algo pra velhinha, que não consegui ouvir pois tava meio longe. A mulher então dá a ela um pedaço de papelão de caixa de biscoitos e uma caneta que tirou sem lá da onde (não pense besteira), e a menina anota o número dela de Recife, da casa onde tava hospedada, e de João Pessoa, que era onde ela morava. Dois números diferentes, ela queria manter mesmo o contato, e eu comecei a achar que  beijava igual a um amante latino, pelo visto. Guardo o papelão no isopor-colar e vou pegar um dos ônibus mais lotados da minha vida, cansado pra caramba, marcado de sol (imagine um cara vestido de maiô, só que maiô natural, o rosto e braços de uma cor e o corpo de outra cor mais clara e fudidamente tosco) e com os pés doendo. Mas era Carnaval. =D<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">E isso tudo só no primeiro dia de festa.</p>
<p style="text-align: center"><!--adsense#Todos_os_posts_rodape--></p>
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