Coisas que fiz e vou pro inferno

Data: 27 nov 2008
Escrito por Jovas
Categoria: Nostalgia
55 Comentários

Sabe quando você pensa em fazer algo e acredita que até não deveria, mas acaba ignorando absolutamente sua consciência e mesmo assim o faz? Como naquela vez que cê tava a fim de fazer um churrascão e quando foi ao supermercado comprar a carne, viu que o preço duma picanha valia o equivalente a dois PSPs — e como também viu que o valor da carne moída estava muito mais em conta, aproveitou a deixa para ardilosamente trocar o código de barras dos produtos e comprar picanhas baratíssimas. Ei, este não é um exemplo a ser seguido.

Ou quando você encontra uma coisa que aparentemente não é pra ter graça, porém acha engraçado a ponto de gargalhar freneticamente em frente ao monitor. Tipo isso:

Não ria, o cara é cego, porr… audhdufehadflrkgdflasfs

Mas a questão é que tanto faz se você alterou o preço da carne ou riu alto de alguma desgraça alheia, quando o senso de honradez bate, a primeira coisa que vem em mente é: OMG, VOU PRO INFERNO.

Como sei que vocês também já passaram por tais momentos de remorso momentâneo, compartilharei neste post 2 situações em que eu fiquei a um passo de ser banido do reino dos céus para todo o sempre. Faltou pouco. Espero.

.

O gordinho da locadora de vídeo games
Volte no tempo e relembre a época em que ter um vídeo-game em casa, neste caso mais especificamente um Super Nintendo e/ou Mega Drive, era uma realidade apenas possível para indivíduos portadores de uma boa grana ou pais ricos. Gente tipo o Tony Stark. Era um tempo em que milhares de pequenos nerds se juntavam em hordas sedentas por adrenalina e iam jogar vídeo-game por 50 centavos a hora.  Lembra? Se você não tem essa lembrança e mentalizou um “Maix existiu essa época mexmu, Jovas?/??”, deve ser porque nunca jogou numa locadora caseira.

Locadoras caseiras consistiam em estabelecimentos, casas mesmo, em que donos de um número razoável de consoles (uns quatro) montavam suas máquinas de 16 bits na varanda, pegavam as caixas de sapato que continham as fitas dos jogos e abriam os portões dos seus estabelecimentos numa determinada hora do dia — que toda molecada já sabia — e assim vendiam entretenimento virtual em troca de parte da mesada juvenil.

Nessa época eu já até havia ganho meu primeiro vídeo-game, entretanto nas férias do colégio minha mãe fazia o favor de me levar até a casa da minha avó durante o horário de trabalho, preocupada  com a hipótese de eu ficar sozinho em casa e quebrar tudo, pois não haveria ninguém me vigiando. Para eu não ter que  desmontar, e levar meu SNES todas as manhãs à casa da avó e remontá-lo, recebia uma graninha diária para gastar em locadoras nas adjacências do bairro.

Certo dia, depois de tomar meu Toddynho matinal,  minha estimada avó me deu uma dica valiosíssima naquele tempo: um senhor, o Seu Tobias,  que fazia artesanato em barro e argila e era dono de um pequeno mercado que vendia itens diversos, mas só de barro e argila, havia comprado uns vídeo-games e montado no canto da lojinha uma locadora. Empolgado com a novidade, no mesmo dia fui com meu irmão conferir a bagaça.

Chegando lá encontro uma loja lotada de prateleiras alinhadas frente a frente, preenchidas com milhares de itens de arte. Aposto que ali tinha de simples vasos a esculturas que beiravam um Transformer. Notei que os vídeo-games, todos Super Nintendo, ficavam nos fundos, atrás da última prateleira da loja. E não tinha NINGUÉM jogando. Antes mesmo do Seu Tobias terminar uma escultura que me parecia um Bumblebee, eu e meu irmão já estávamos cada um estreando um console e jogando delirantemente. Nisso chega na loja um gordinho. Nunca tinha o visto antes, mas logo de cara vi que era todo engomadinho — havia pago 2 reais adiantados de jogatina.

Já não tinha ido com a cara do moleque e pelo visto ele também não tinha ido com a minha. Reconheci isso pois enquanto eu jogava Donkey Kong Country 2, ouvi a seguinte frase provindo da boca cheia de jujubas do garoto:

– Tio, eu quero jogar aquele jogo ali!

Olhei para trás e vi que o gordinho maldito apontava para a minha tela. O filho duma égua queria que o dono da loja pedisse para eu parar de jogar e ceder a fita a ele. Levou quase meia-hora para o dono da loja convencer a ele de se divertir com outro jogo e não aquele dos macacos que já havia alguém jogando. Se na época eu já tivesse consciência do que era e pra que servia um soco inglês cravejado de pregos com tétano, provavelmente pediria um desses no mesmo dia à minha mãe e mostraria a esse gordinho no dia seguinte.

Daí então a cena era a seguinte: no vídeo-game de um lado estava o meu irmão, eu no centro e o gordinho do meu outro lado. Ele jogava Top Gear 3000 quando percebi que, nos momentos de exaltação,  empinava a cadeira de plástico que estava sentado para frente e para trás, como se fosse de balanço. O pequeno ser adiposo ia para trás de um modo tal que faltava milímetros para que perdesse o equilíbrio e se estapelasse no chão. Não sou de desejar mal a ninguém, mas naquele dia minha mente corrompida pelo ódio ao garoto me fez ter a seguinte idéia: empolgar o moleque enquanto jogava, a ponto de ele se mexer tanto na cadeira  que seria impossível não levar um tombaço. Hoje em dia levar um tombo é algo aparentemente normal, cê cai, se levanta, vê se ninguém viu a merda e tá ok; mas naqueles dias cair no chão de uma maneira vergonhosa e receber dedos apontando na sua fuça ao mesmo tempo em que frases como “HAUDHDUKGDFFLASLSKJN, QUE ANTA!” eram ditas, era algo que deixava um guri a ponto de chorar. E com certeza se ele levasse um tombo era o que eu e meu irmão faríamos.

Eis que quando o gordinho estava alucinado enquanto ultrapassava carros aleatórios, vi que empinava sua cadeira cada vez mais e resolvi colocar meu plano em prática mandando um:

– Carambola (ainda não havia palavrões no meu vocabulário), ultrapassou quase todos! Cê é muito bom, rapá! Quero aprender!

Nessa hora vi uma das cenas mais inesquecíveis que já presenciei. Ao perceber que seu rival de console, no caso eu, havia acabado de lhe dar um elogio, o gordinho automaticamente pareceu estar possuído por alguma entidade cosmo estelar especialista em montar touros mecânicos e começou a demonstrar cada vez mais empolgação. Enquanto jogava, empinava a cadeira para trás cada vez mais — e eu mentalmente dizia “Cêvaicair, cêvaicair, cêvaicair”. Num instante qualquer, não é que o moleque deu a balançada máxima pra trás e… não caiu? APENAS fez a cadeira topar na última prateleira, que ao receber a devida força newtoniana aplicada pelo gordinho, bateu noutra prateleira e assim se iniciou um efeito dominó em larga escala. O resultado foi que as prateleiras derrubaram umas às outras ao mesmo tempo em que pedaços de argila e barro sólido voavam pelos ares e um barulho colossal era feito.

Com a barulheira, grande parte do povão, moradores das casas vizinhas, vieram correndo curiosos — talvez supondo que uma bomba nuclear havia caído ali, se pelo menos soubessem o que era uma.

O desfecho foi que o gordinho confessou que tinha derrubado tudo, o Seu Tobias desistiu no mesmo dia do ramo vídeo-gamístico e eu fiquei meio chateado por saber que aquele garoto ia apanhar com cabo de vassoura todos os dias até chegar a faculdade.

Note, eu disse meio chateado.

.

As namoradas virtuais

Volte agora um pouco menos no tempo. Na era em que o mIRC era tão popular quanto o MSN de hoje em dia. Milhares de pessoas conversavam em diferentes canais e não era preciso adicionar o contato de ninguém para isso, bastava abrir uma janela. Não vou explicar muito por que já falei por aqui sobre o mIRC.

Devia estar com uns 14 anos e minha habilidade com as mulheres era a mesma que eu tenho hoje em pilotar  um caça F-22 Raptor, ou seja, nenhuma. Como tentativa de mostrar a mim mesmo que eu não era um fracote até na internet, formei uma estratégia: dar em cima de garotas via mIRC e quem sabe “namorar” com elas. Como ainda não tinha passado por certas situações extremamente desagradáveis, achava que conhecer garotas que varavam a madrugada em chats que envolviam questinários com perguntas como “tc de onde?”, “tem qts anos?”, “estuda em q colégio?”, e manter uma relação extremamente limitada, mas relação, era algo que tinha algum valor.

Nessa mesma época notei então uma pequena habilidade que aparecia enquanto conversava via texto com certas garotas: conseguia, de vez em quando, ser engraçado. A medida que ia abrindo janelas para falar com desconhecidas enquanto comia miojo de galinha e falava qualquer asneira, percebi que no dia seguinte ao papo, conseguia manter um vínculo social-virtual com essas pessoas. Então, depois de muitas conversas sobre o que cada um gostava de fazer e qual Pokémon era seu predileto, eu propunha à moça em questão o namoro virtual.

Lembro que esses “namoros” consistiam basicamente em falar com a garota normalmente, dizer aos amigos em comum do chat que estávamos namorando, dizer coisas idiotas como “te amuuuu”, tentar sexo virtual e consequentemente falhar todas as vezes, e desconectar do servidor.

Mas a parte em que me arrependo é que na verdade eu tinha “namoradas”. Para garantir ter ao mínimo um affair virtual, eu iniciava diversos namoros relâmpago na tentativa de manter no final do dia o status de detentor de pelo menos uma garota como companheira. O porém é que num certo período que não me lembro, consegui manter 3 namoradas virtuais. Fazendo cada garota acreditar que eu apenas tinha ela como pretendente virtual, cafajestamente mantinha conversa e enganava as três ao passo que gritava em capslock aos meus amigos frases que me autopromoviam pelo feito tão notável quanto zerar Resident Evil 2 no modo hard, de madrugada, com a luzes apagadas, volume da TV no máximo e com uma foto ao lado da Dercy Gonçalves nua depilando o suvaco.

Acho que durante quase dois meses mantive essa enrolação miserável com as pobres meninas. Eu sei que isso não é nada bonito, mas devo ressaltar que horas a fio assistindo MacGyver e vê-lo conquistando uma nova mulher a cada episódio, se torna uma referência para qualquer fã também querer ser habil na arte do cortejo poligâmico por uma temporada.

Então, numa bela tarde de domingo, em que os usuários de internet discada podiam passar o dia inteiro conectados sem medo transformar a conta telefônica numa cobrança assustadora de mais de três digitos, estava eu conversando paralelamente com cada uma das minhas “três namoradas” quando um amigo me convida a entrar numa sala que acabara de criar e conversar com o pessoal mais chegado por lá. Ao adentrar na sala, percebo que nela estavam esse meu amigo, mais umas duas pessoas que eu não conhecia e as três garotas.

Antes mesmo de indagar se aquele viado havia armado pra mim ou se elas entraram na sala por uma coicidência das mais filhas da puta, nessa mesma hora parei de ouvir a música do Blink 182 que saia das minhas pequenas caixas de som e o medo de ser desmascarado se tornou iminente. Daí em diante, o diálogo que se seguiu foi basicamente o seguinte:

Jovas entra na sala…

-_suuzinha_-: Jovaaas, amoooooô
^^–Katy–^^: Jovaas, meu lindoooo
Samanteenhaa: Jovaaaaaaas, :*
Jovas: err… oi
-_suuzinha_-: vc conhece elas?
^^–Katy–^^: o que é isso?
Samanteenhaa: explique isso
Jovas: oi?
-_suuzinha_-: elas sabem q vc tem ada?
^^–Katy–^^: elas sabem q vc tem ada?
Samanteenhaa: elas sabem q vc tem ada?

Jovas sai da sala…

E foi rápido assim. Em muito menos palavras que qualquer mulher do mundo está programada para manter numa conversa, em poucas frases fui descoberto. A partir desse dia fui difamado na internet em milhares de salas do mIRC, fotologs miguxos e creio que também até nos diários de folhas enfeitadas com papéis de bala colados, meu nome foi rabiscado e xingado pelas agora então minhas “ex”.

Percebi agora que não fiquei com peso na consciência por tê-las enganado desde o princípo, mas com muito mais peso porque dessa vez quem se ferrou fui eu.

Ei, e vocês, cambada, relembram do algo que fizeram e que decididamente não deveriam?




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    55 comentários em “Coisas que fiz e vou pro inferno”

    1. Cássio Godinho disse:
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      Nussa… coitado do gordinho uhuhuh.
      Eu sei que eu nao vou pro céu por ter feito uma vizinha minha enrolar um carrinho de pilha no cabelo, consequentemente sofrendo uma toza escrota no couro-semi cabeludo da pobre coitada hehe.

    2. rafahenrik disse:
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      Gordo só faz gordice. Acabou com a coleção de vasos do Seu Tobias huahsuda.

    3. Jeffisu disse:
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      kauakaukaukakukuaua

      o gordo merece sofrer.. e afinal, vc num fez nada… quem tava se amostrando era ele. eu hein!

    4. robson disse:
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      pow, gordinho só se fode… era o destino daquele lá, tava escrito

      agora o caso das minhas é foda ein. safadeenho vc

    5. rafaella disse:
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      realmente, a do gordinho foi foda. tive pena do bichinho, e também do dono do negócio lá que perdeu sua ‘obras’, nao é mesmo? acho melhor, voce começar a rezar.

    6. Dulce disse:
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      Hahahaha….
      Acho que vou parar de ler seu blog no trabalho, é difícil disfarçar a risada!
      Muito bom!

    7. Daniela disse:
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      É muito bom ver alguém que tá “se achando” se lascar no final. hahaha :P
      A do Ray Charles foi muito boa.
      Lá vou eu pro inferno. (6)

    8. AndreR disse:
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      HAHAHAHA

      Caralho velho, muito bom o post!

    9. Oi Online » Blog Archive » Coisas que fiz e vou pro inferno disse:
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      [...] trocar o código de barras dos produtos e comprar picanhas baratíssimas. Ei, es… leia mais fonte: [...]

    10. Samir disse:
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      Eu tinha uma locadora caseira ! kkkk
      10 centavos 10 minutos. Ganhei muito dinheiro com isso. Agora isso aí não leva ninguém pro inferno não, pior é quando vc fura a bunda do seu irmão com uma agulha e bota a culpa na empregada!
      kkkk
      trocar o código de barras dos produtos e comprar picanhas baratíssimas (Vou fazer isso).

    11. Elaine Mesoli disse:
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      Acho que vou trocar os códigos de barras das picanhas.

      Acho que não fiz tantas coisas ruins não a ponto de ir pro inferno, apesar de ser uma menina má.

    12. foxpv disse:
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      Porra, o plano de derrubar o gordo foi sinistra. A única coisa que eu fiz e que não deveria fazer que eu me lembro é que nos idos dos meus 10 anos, feito o 007, invadi a sala durante o intervalo da escolinha e roubei o diário de uma menina, e rasguei ele todo (não me perguntem porque), hehe acho que era uma espécie de tentativa de me tornar popular entre os amiguinhos ou algo do tipo heheeh.
      Abraços!

    13. Santhyago disse:
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      eu roubava fitas de mega drive em um esquema engenhoso. não me arrependo, ams quem alugava o cartucho depois de mim, deve me xingar até hoje

    14. marthita disse:
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      É concordo com a elaine .. vou começar fazer coisas “ruins” nao fiz tanta coisa “podre” não!Q eu me lembre a unica coisa q eu fiz assim d mal, foi arrancar cruz(akelas que colocam na estrada pra dizer que alguem morreu,as vezes c capelinha)lembro d ter arrancado umas duas(fora a galera) e colocado na porta dA casa d umas amigas KKkkk
      FOI sinistro0!!
      É.. E pensando bem o céu deve ser chato p caramba! kkkk eita TO COM UMA DÚVIDA: CHEGANDO AO CÉU TEM POSSIBILIDADE DE DEPOIS SER MANDADA AO INFERNO?HUMM..alguem me responda!..Eu axo q nao! Ao contrario DEVE TER mais possibilidades,né?! quem souber me avisa kkkkkkkk
      ;)

    15. Jota Pê disse:
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      Eu fiz uma ainda esse ano. Eu faço teatro, e precisávamos de uma espada no teatro. Então, eu, que tinha uma daquelas velhas de plástico que criança ganha em festinha do Só Alehria, levei pra escola (sim, o teatro era na escola). Quando vi que alguns caras que não gosto se animaram com a espada, fiquei atiçando eles.
      Resultado: os três foram observados por “brincar com uma espada de plástico vermelha no meio da aula”. Pena que o professor acabou não dando. :(

    16. Kazuya-kun disse:
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      O gordinho mereceu. O único Top Gear que presta é o primeiro. Até hoje me lembro das musiquinhas toscas que rimam perfeitamente com qualquer palavrão que você queira.

    17. Jan disse:
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      muito bom rapa

      As cafajestagens via chatroom…ah goodtimes

      Lembro que no meu auge dos 13 anos arranjei uma namoradinha virtual, e menti que era mais velho…ae a nega se apaixonou…me ligava e tudo…

      euehueheuheueh

      (ei e cade o link do joguinho do ano/decenia/seculo?)

    18. Lucas disse:
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      Ahhh essa das namoradas virtuais era foda.

      Soh q cmg foi mistura Chat da Uol + MSN…nessa brincadeira acho q tive umas 3 namoradas virtuais ao msm tempo e ainda recebi fotos delas (Ahh boa epoca q webcam era coisa d gente mto rica) e me passando por 19 anos.

      Era hilario!

    19. Rafa disse:
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      não estou lembrando de nenhum ato de maldade que me faça perder a vaga no céu!!!! huahua

      **é meu querido Jovas, como disse em meu post….eu não bebo, ou melhor não bebia, ah sei lá! mas o fato é que saí trilili da cachaçaria neste dia. Vale a pena beber os 500ml (ou mais) de caipirinha de saquê com morangos e outras bebidas……rs

    20. matheus disse:
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      huaUHauhaUHaUHAUHaAUHUHahau qdo eu tinha um fake, eu namorava minha irma!, se a gente c conhecesse na real life, tinha dado namoro tranquilo! uhaAUHAHUHUAAUH
      parabens pelo topico

    21. noname disse:
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      Uma vez eu tava fazendo uma prova ai eu tava olhando a fiscal da sala(era uma professora da escola q eu n conhecia) ai falei pra mim msm(dentro da kbeca)affs olha essa coitada! nem estudopra ser gente e e professorasinha do maternal… ela soh deve msm servir pra ser dona de casa do marido dela, se tiver um…
      Ai fui golpeado pelo “destino“ a tinta da minha caneta acabou… eu pedi uma caneta para a outra fiscal da sala + ela n tinha. Ela foi pedir pra outra(a que eu estava esculachando!) e consegui uma caneta blz pra fazer a prova. Veja so, a pessoa que eu dizia que era um lixo me arrumou uma caneta pra eu fazer a prova. Depois disso n sabia se me xingava de mane ou me questionava pq n tinha levado outra caneta!

    22. noname disse:
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      Ah outra coisa, a imagem do cego la em cima…pelo amor de DEUS o kra eh cego e n sabe nem passar a mao no microfone pra saber se ta do lado certo…cada um hein.

    23. noname disse:
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      Mais uma coisa? A “rafa“ tah parecendo a paola oliveira(lolz)

    24. selma disse:
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      Vc vao todos para o inferno.
      Eu nao meu pai e o porteiro

    25. Loba disse:
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      HAUHUhuahuHAHUhuahuhaUHAuhauhH
      Acho que o lance do bate papo já aconteceu com todo mundo LOL

    26. Jan disse:
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      Jovas da pra colocar uma coluna de comments la na pagina de joguinhos? Seria legal.

      Isso e…VC EH UM MALDITO COMEDOR DE CRIANCINHAS SRI-LANKIANAS (in a nice way =D). Fiquei viciado naquelas porras durante horas. Nunca deveria ter descoberto a porra do Armor Games.EU TOU FAZENDO MEDICINA KCT. Hehehehe.

      Muito bom. Seu blog esta high quality. Quando sai as camisas?

      Isso e jogue o da primeira guerra mundial, eh curto, mas eh viciante.

    27. lucimara disse:
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      Tadinhu do pequeno ser adiposo…kkkkkkk,tu ta proibido de entrar no céu…..kkkk

    28. Álisson disse:
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      Gostei dos seus post’s…. =]

      E já passei por situações parecidas… não a do gordinho… mas das garotas no mirc… eu era operador de alguns “canais de grande valor” como ser operador do canal do seu estado ou da sua cidade e colegio… hoje em dia é como se eu tivesse uma BMW no tempo…

    29. Pedro disse:
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      Quanta incompatibilidade cronológica em suas “estórias”; hein?!
      Um único exemplo: os oitentistas (criaturas que de fato vivenciaram a era do Super Nintendo) não experimentaram (graças aos Deuses todos!) o desprazer do período Pokemon (é claro!, ao menos que sejam os típicos exemplares seres de vinte e poucos anos que viveram sob o teto do apartamento dos pais e, por isto, se sujeitam a inventar histórias para parecerem “cool”, usando exemplos mais “populares” para gerar uma errônea analogia em relação ao que os anos 80 representaram - e representam ainda; vide o espírito saudosista que paira sobre muitos atualmente).
      Enfim, de forma geral, você até que escreve direitinho… só falta ser mais honesto com os seus leitores (um simples anúncio de “real-ficção” seria o suficiente).
      Adeus!

    30. Jovas disse:
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      @Pedro
      Eu não disse que era oitentista nem quis parecer ser, pequena anta. Minha infância é muito mais anos 90 do que 80. Ah, só pra te situar, o Super Nintendo foi lançado exatamente nos anos 90. 1990 no Japão e em 93 aqui no Brasil.

      Então, o que você falou…

      os oitentistas (criaturas que de fato vivenciaram a era do Super Nintendo)

      …é uma tremenda idiotice.

      Quem de fato vivenciou a época desse console foi o pessoal “Noventista”.

      Ah, e como pelo visto também tenho que dar aula de interpretação, não é porque eu citei “Pokémon” que realmente falava sobre isso as garotas com quem conversava nesse exemplo. O exemplo do anime foi para fantasiar mais o texto e relembrar de mais ícones nostálgicos dos, olha só, anos 90.

      E diferentemente de você, meus leitores são pessoas providas de inteligência, então acho que sabem que não preciso inventar nada.

    31. Chuckn disse:
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      Hauahahuhauahauahau

      Excelente resposta ao manezão aí, Jovas!

    32. aexandre disse:
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      qual sera a proxima to esperando ??????????

    33. WILLIAM HADDAD disse:
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      CARA EU ME ACABAVA NA BRONHA POR CAUSA DAS PIRANHAS QUE VINHAM AQUI NO HOTEL LIDO EM FRENTE DE CASA CADA CAVALA MINHA MÃO TINHA ATÉ PÊLO QUE SEMANAMENTE EU RASPAVA PARA VENDER PARA UMA FÁBRICA DE PERUCAS SERÁ QUE VOU PARA O INFERNO DIGO POR VENDER OS PÊLOS DAS MÃOS POIS SOU AMBIDESTRO E ERA CONHEÇIDO COMO GUERREIRO O SOLTEIRO…..

    34. pedro disse:
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      /\
      ||
      || WTF MAN???

    35. Rolando disse:
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      Putz, o que foram os comentários 29 e 33? Em especial o 33 UIAHEIHUAHEIHAIEA

      Enfim, esperando novos posts! Ri pra caramba imaginando o gordinho tendo um orgasmo à medida que fazia ultrapassagens virtuais… conheci muitos assim!

    36. Rafa disse:
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      “amo muito tudo isso”

      huahuah

      adoro os comentários tanto quanto o texto!

    37. Débora Dezerto disse:
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      Olá, indiquei seu blog ao Prêmio Dardos.
      Os indicados então no meu blog.
      Dá uma passada lá.
      Abraço.

    38. Jan disse:
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      Eh Oficial:

      O recomendo eh famoso.

      (tem ateh malas criando caso…ahahahaahaha)

    39. João Japa disse:
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      Ahuaehuaheuhae, hilário…
      Eu roubava pito de ferro dos carros pra botar na bike… Cheguei a ter coleção completa.
      Na verdade, eu só fiquei com peso na consciência depois que um véio me viu roubando e comentou alguma coisa que não lembro mais. Nessa hora eu só virei o rosto, terminei de desenroscar o pito, peguei ele e fui embora, aheuahehauehuaeh

    40. thahy disse:
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      ahahahahaha…

      imagina se o gordinho te encontra pela web?!

      HAhahAHahHAhaH

    41. Lorena disse:
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      Pra sermos completamente felizes todos nós devíamos ter em nosso ‘currículo’ da vida, uma história de capetagem..sashaushaushausha

    42. Gordo nerd › Links da semana (25) disse:
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      [...] Texto: Coisas que fiz e vou pro inferno [...]

    43. Lucas Kelvin disse:
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      “Enganava as três ao passo que gritava em capslock aos meus amigos frases que me autopromoviam pelo feito tão notável quanto zerar Resident Evil 2 no modo hard, de madrugada, com a luzes apagadas, volume da TV no máximo e com uma foto ao lado da Dercy Gonçalves nua depilando o suvaco.”
      puta caaara… raxeeei de maais dessa parte , ou melhor o conto intero eu raxei
      ce eh muito foda
      =D

    44. Jackx3 disse:
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      Noosssssssaaaaa meu !!
      Amei as histórias
      8D
      Hehe passei já por coisas pareçidas… mas abafa o caso!
      UAhAUHAUAHauhAUAHaUhauaHAUah
      Tá de parabens viu ^^

    45. _suuzinha_ disse:
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      Jovaaas, amoooooô

    46. Andre disse:
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      Meu camarada! obrigado por pequeno ser adiposo, mas, ganhei a merd@ do SNES na semana seguinte e joguei DKContry até nao aguentar mais, ah!! virei topgear 3000, na mesma semana, hj trabalhoa na CAPCOM Brasil, um abraço!!!!

    47. Teu pai disse:
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      “e com uma foto ao lado da Dercy Gonçalves nua depilando o suvaco.”

      aheuaheua isso sim q eh assustador velho, rachei o bico!!

      coitado do cara da loja =[
      gordo filho da puta

    48. Talita Waquim disse:
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      a do Ray Charles eu ri, e ri mto….
      hehehehehehehehehe
      eu peguei essa época das locadoras tambem, meu avô tinha uma e por isso eu me achava e jogava quantas horas queria na locadora…….hehehehehe
      adorei o texto…principalmente o seu plano mais que perfeito pra derrubar o gordinho.
      abraço!

    49. Henrique disse:
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      Acho que não vou pro inferno soh por namorar uma menina virtualmente, fazer ela “se mostrar” pra mim na webcam e depois terminar com ela………………………………….

    50. zurc disse:
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      cara o gordinho era eu maluko
      pode deixar a gente se cruza
      flw
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    51. Carlinha disse:
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      “Locadoras caseiras consistiam…”

      ei, minha vó abriu uma pow!
      ta fazendo o maior sucesso lá em São Cristóvão. ;= [ô cidadezinha atrasada]

      muito bom o post //

    52. Mike disse:
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      Puta que pariu! definitivamente ta linkado no meu site HUAHUhuAAHUHAhuAHUa

    53. Pugecbca disse:
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    54. akane disse:
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      Claro que sim!
      Como na segunda série, um garoto dentuço,que sentava na minha frente, olhava pra trás (eu)toda hora e suspirava (eca).
      Até que, um belo dia de prova, o filho da mãe falou pra mim:
      -Akane, depois da prova,eu quero conversar com você.
      Eu, inocentemente, pensei que fosse coleguismo,mas, quando a prova acabou,ele veio e disse:
      -Akane, estou apaixonado por ti.
      -O QUÊ?
      -Quer ser minha namorada?
      -Claro que não, você tá loco?
      E fui embora,olhei pra trás, e vi que ele tava chorando (Bem feito,eu nunca gostei de alguém , mas num sinto pena do muleke)
      Acho que até hoje ele deve tar falando :
      -I hate Akane Youkoooooooo!

    55. akane disse:
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      comentário pessoal:
      shuashuiahsgaufah.

    Comenta, diacho!

    (blog, fotolog, orkut)

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