Data: 6 out 2008
Escrito por Jovas

Há pouco mais de um mês fiz a primeira Promoção deste blog. Pra quem tem preguiça de clicar no link, explico: por este ser um blog em que muitas vezes gosto de colocar histórias pessoais e causos do cotidiano que acho que valem a pena de serem compartilhados, a Promoção proposta consistia no seguinte, a melhor história contendo um, dois ou até os três temas propostos (bebida, mulher [ou homem, caso a pessoa participante fosse fêmea] ou uma situação constrangedora), ganharia um exemplar do Fabulário Geral do Delírio Cotidiano, livro de contos autobiográficos do excelente escritor e bebedor de cerveja Charles Bukowski.
Se você leu o título deste post, deve ter percebido que o prazo de participação já acabou e se tu não enviou nenhuma história — nem aquela a respeito do dia que cê bebeu aguardente de ameixa misturado com Tubaína e trocou seu nome pra “Babete” enquanto saia correndo ensandecido pela rua –, então PERDEU a chance.
Fiquei bastante contente por ter lido as histórias que foram enviadas e poder ver quão inconsequente um ser humano pode ser se tiver a chance pra isso e um pouco de álcool no sangue. Tivemos até participação de leitores internacionais, minha gente.
Antes de dizer o ganhador, quero falar os participantes:
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Data: 2 out 2008
Escrito por Jovas
Nota: os acontecimentos que relatarei a seguir seguem de forma cronológica e aconteceram no final de um dia de trabalho, como posso falar… interessante.
Antes, quero dizer que hoje tenho consciência de 3 certezas infindáveis da vida:
- Velhos que tem audição equivalente à de um tamanduá surdo são fdps
- Mendigos poderiam ser uma excelente raça de políticos
- Fingir outra identidade é uma coisa legal APENAS nos filmes
Tudo teve início no final do dia (Sacou? Início, fim
…Tá, deixa pra lá).
17:48
Faltando poucos minutos para o expediente do trabalho terminar, a João — pra quem não lembra, é uma das moças que trabalha comigo — me passa uma tarefa, digamos, gratificante: carregar pilhas maciças e pesadaças de documentos para setores EXTREMAMENTE distantes do meu. Devo ressaltar que esse seria um trabalho apropriado para dois Robocops, mas como sempre fui o escolhido para fazê-lo. Como aparentemente a véia me odeia, não me perguntem por que, creio que o objetivo dela ao me passar tal atividade nada mais era que o óbvio: me foder. O transporte manual dos papéis, destruiria todos os ligamentos da minha coluna com uma eficácia similar ao efeito que um arrastão de praia faria caso passasse por cima da minha pessoa, comigo sendo pisoteado duramente enquanto minha face entra em contato com uma areia repleta de cocô fresco de cachorro.
Por algum motivo sádico, de uns tempos pra cá essa véia não me dá mais moleza. Como vi que não tinha muita opção, fiz duas pilhas com os documentos e fui entregá-los. Na primeira viagem sigo a um setor qualquer, coloco a pilha na mesa do estagiário de lá, o maluco assina o papelzinho de confirmação do recebimento e agora faltava só entregar a segunda pilha de documentos para eu poder ir embora. Volto à minha sala, pego o segundo lote e vou no outro setor determinado.
17:54
Adentro na sala e percebo que ali só havia uma pessoa, um véio no auge dos seus 600 anos, mexendo num computador.

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