Brinquedos que já tive
Antes de alongar este texto, quero deixar claro que no título deste post deveria constar “Brinquedos que já tive E fiz cagada“. Pais não deveriam dar certas relíquias a filhos que tem um potencial muito grande de exatamente fazer merda com essas relíquias. No decorrer da leitura vocês vão entender o que quis dizer.
Como você pode ver, a data de publicação deste artigo cai em 12 de Outubro, Dia das Crianças.
Essa sempre foi a época mais esperada de todos os pivetes abaixo de uma idade com dois dígitos. Tudo bem que no meu tempo a denominação de “pivete” poderia ser aplicada em pessoas na casa dos 10 anos, mas atualmente tenho fortes crenças que não. Já presenciei cenas em que pequenos seres dessa idade que acabei de citar, formavam grupinhos de casais para assistir algum filme de censura livre no cinema, e durante a sessão davam beijos de língua que eram tão caprichados que pareciam cópulas perfeitas. Pelo menos pra mim, “crianças” são os pequenos de 9 anos para baixo.
Provavelmente no momento em que publico este texto, uma grande parte dessa garotada ainda inocente está tendo palpitações e quase ficando a ponto de se tornarem seres completamente enlouquecidos para toda a vida, por ganherem caixas com Playstation 3 e 5 jogos new generation embutidos — coisa que me faz ter uma pequena inveja.
Como parei de ganhar presentes nesse período há um tempo razoável, vamos à nostalgia falando de alguns brinquedos antigos (leia-se anos 90), que eram dados numa era em que receber um boneco mal pintado equivalia a ganhar um vídeo-game de hoje, e que eu brincava até quebrar. Literalmente.
Boneco do Ninja Jiraiya
Lembro que esse foi um dos primeiros bonecos que ganhei. Na verdade não exatamente esse horrendo e borrachudo da foto, era um melhor. Minha miniatura feita de peças de plástico d’O Incrível Ninja Jiraiya era bastante bonita e trazia o boneco com uma armadura “de verdade” colada ao tronco do ninja e também uma Espada Olímpica encaixável. Para um garoto ganhar aquele brinquedo justamente naquela época — no auge da exibição dos episódios da série de TV — era como se tornar o Cirilo depois de pilotar um Porsche e ganhar a corrida pro Jorge del Salto. Falando nisso, alguém lembra dessa cena?
Mas voltando ao assunto, ganhei esse boneco. Depois de tê-lo levado muito ao colégio e brincado por horas a fio no recreio, chegou o maldito dia. Aquele dia que depois que um brinquedo já não tão novidade assim, você simplesmente não dá mais a ele o valor que merece. Decidi abrir o peito do Jiraiya e tirar a parte da armadura. Pra quê? Pra apenas porra nenhuma. Crianças não tem objetivos muito relevantes. A não ser que destruir coisas com a habilidade de um rottweiler anabolisado seja um.
Na verdade estava curioso pra ver o que tinha atrás da armadura. Descobrir como era pregada, se tinha alguma outra peça plástica, algo do tipo.
Como detonei:
Peguei uma chave de fenda do meu pai e fiz o mesmo que meu velho fazia pra ter sucesso na hora de abrir frascos de palmito: forcei a chave entre o boneco e a armadura e… quebrei o brinquedo. Mas quebrei BONITO. A peça era apenas colada no peito do Jiraiya e como eu não sabia usar Super Bonder sem colar todos os meus dedos das duas mãos, fodi meu brinquedo em menos de um minuto. De quebra a cabeça ficou meio frouxa também. Foi uma merda.
Enfim, resolvi falar desse brinquedo pra apenas dizer: que ódio de mim tenho hoje.
Massinha de modelar
Popularmente chamada de “massa de modelar”, a plasticina alegrou a infância de grande parte da molecada de alguns anos atrás. Quem nunca brincou com isso? Melhor, quem nunca COMEU isso? Calma, eu nunca tive essa curiosidade, mas posso falar que grande parte dos meus amiguinhos do colégio daquele tempo teve.
Quando ganhei uma caixa igual à da direita (clique para ampliá-la), repleta de potes de massa de modelar de diversas cores, quase pirei. Aquele treco era fenomenal. Nesse brinquedo específico, o “Salão de Barbeiro”, a premissa da coisa consistia em colocar um pouco de massinha dentro de um molde de boneco e quando você exercia uma determinada pressão nele, “cabelos” de plasticina cresciam. Mas essa não é a parte fenomenal. Essa é a parte chata, pois quem vai ficar expremendo cabelo quando se pode pegar TODA a massa de modelar e usar sua criatividade em outros brinquedos? — e assim fodê-los com restos de massa acoplados em suas partes plásticas para todo o sempre. E era como eu brincava.
Como detonei:
NUNCA usei a massinha nos briquedos apropriados para isso. Por exemplo, eu tinha um boneco do Rambo que nunca recebeu na cara tanta gosma alien — ou massa de modelar verde — como o que tinha. Boa parte dessa “gosma” nunca mais desgrudou de certas partes do boneco e mesmo sempre concluindo que a massinha conseguia fazer um estrago considerável depois que endurecia, não deixava de brincar desse modo. No final perdi quilos de massa de modelar no interior de brinquedos que se existissem hoje, federiam poderosamente por causa dela.
G.I.JOE/Comandos em Ação
Impossível não citar esse brinquedo que era tão popular que até os meninos afeminados ganhavam. Quando começou a surgir no Brasil, os bonequinhos d’Os colecionadores de aventura se tornaram febre automática. Com acessórios, capacetes, bem confeccionados e trazendo embalagens coloridas com ilustrações do personagem em ação, esses bonecos eram um item essencial para qualquer garoto que quisesse se afirmar como ser da sociedade. Acho que tinha uns 50 exemplares dentre Comandos e Cobras, era uma beleza.
Como detonei:
Posso afirmar com toda a certeza que consegui quebrar os polegares de TODOS os G.I.Joes que tive. Fora aqueles que quebravam também porque esticava tanto a borrachinha que prendia o tronco às pernas do boneco, que ela praticamente desintegrava na hora. Ah, e eu também usava um bom excesso de massinha neles, coisa que me fez estragar muitos — e também apanhar inesquecivelmente.
Coca-cola dançarina

Contrabandeanda de algum canto de Paraguai e comprada nalguma feira livre pela minha mãe, esse brinquedo não possuia nada de muito especial: com pilhas previamente carregadas e colocadas em seu interior, a latinha “dançava” por alguns segundos a medida que um som com intensidade de decibéis que desconheço era produzido. Você batia palmas, a lata mexia. Estalava-se os dedos, a lata mexia. Sua mãe gritava da cozinha dizendo que ia te dar uma surra por você ter quebrado no quarto aquele copo de requeijão, a lata mexia.
Logo quando ganhei esse brinquedo, achei que era meio de viado. De fato era, mas quando comecei a treinar peidos a ponto de serem tão altos a fazerem a lata se mexer, vi que brincar com a bugiganga até que era interessante. O ruim é que novamente a curiosidade bateu e eu quis descobrir como era o mecanismo que fazia aquele negócio “dançar”.
Como detonei:
Como havia uma parte de mecanismos interligados na estrutura interna da coisa, imaginei que por dentro haveria um esqueleto de metal similar ao do Exterminador do Futuro. Inocentemente arranquei toda a capa vermelha emborrachada e quebrei o brinquedo pra descobrir que ali só havia pequenas peças plásticas e fios vermelhos e azuis.
Aquaplay
Pra finalizar, vamos falar desse concorrente de peso do Brick Game: o lendário Aquaplay. Nem sei mais se são fabricados, mas os Aquaplays, mesmo tendo a desvantagem de trazer apenas um “jogo”, eram fascinantes. Usando o exemplo da foto à esquerda, explico: como água era utilizada no entretenimento, mesmo que você apertasse o botão do brinquedo de forma precisa, o diabo da água NÃO mandava a bolinha para onde deveria ir — nesse caso o gol. Praticamente era um jogo de azar, você dependia de uma sorte perturbadora para ter um mínimo de êxito.
O pior, pelo menos sobre esse modelo aí que eu tinha, é que ele trazia dois botões, cada um com o controle de um chute que, como já expliquei, quase nunca mandava a bolinha para o gol adversário. Mas peraê, que adversário? Quase sempre brinquei com o Aquaplay sozinho, segurando o troço como se fosse um Game Boy, porque se os fabricantes imaginaram que dois garotos dividiriam o controle dessa porra com cada um segurando o brinquedo utilizando uma mão, eles estavam MUITO enganados. Era uma merda brincar em dupla, pois de vez em quando o pivete rival mexia no troço a ponto de fazer a bolinha mudar ainda mais o seu rumo e foder completamente a sua jogada. Enfim, sempre brinquei sozinho e assim nunca perdi uma partida.
Como detonei:
Depois de uns meses sem mexer no bicho, a água começou a formar um limo no interior do treco. Creio que se deixassem o Aquaplay um pouco mais de tempo nessa rotina, um recife de corais mutante tranquilamente apareceria nesse brinquedo de características aquáticas.
Gostaria muito de não ter tido esse instinto de destruição miserável quando mais novo e que tivesse preservado algumas dessas relíquias. Hoje poderia ter um bom lucro com a venda no eBay…
E vocês, quais brinquedinhos já tiveram na infância — e quais destruiram brutamente?
P.S.: Como praticamente todos os brinquedos e travessuras que citei enfocam o universo dos garotos, gostaria que as leitoras deste blog (?) se manifestassem nos comentários dizendo quais artimanhas faziam com seus brinquedinhos femininos. =D
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22 comentários em “Brinquedos que já tive”








UAEHUAHEUHFEFJEIJOGPLLÇÇ
Meu tio havia me presenteado com o Flecha Veloz. Eu era aficionado pelo boneco. Que por sinal teve um triste fim, ao ser levado por um vira-lata enquanto eu brincava em frente a minha casa. Nunca mais o vi. =[
**Flecha veloz do comandos em ação.
E aliás, ótimo post.
Eu fodi com minha coleção dos cavaleiros do zodiaco TODINHA do mesmo jeito. Amava pera sacolas plasticas de supermercado, amarrar cada alça em um dos braços do boneco, ir pro meio da rua e jogar pra cima com toda minha força de moleque de 9 anos com carencia de vitaminas B e C (?). Com certeza se eu for vasculhar os telhados dos vizinho ainda vou axar algum vestigio dos cavaleiros… =(
** Esqueci de falar, a sacola era pra servir de “para quedas” porem algumas vezes(78,9%) ela nao abria, ae ja viu né.
AQUAPLAY!uasauhsua
Eu tive um desses, até que gostava de brincar, mas quebrei um dia na cabeça da minha irma porque ela rasgou uns gibis do quarteto fantástico que eu colecionava (incluindo as 5 primeiras edições que saíram no Brasil).
A última vez que eu vi um desses foi de brinde num daqueles supermercados bem populares, que você comprava 30 royales e ganhava um…
Detonei um saco daqueles soldadinhos de plástico verde do mesmo jeito que o Cássio, a diferença é que eu usava os guardanapos da cozinha e a linha de costura da minha avó pra fazer os pára-quedas…
Bons velhos tempos de criança…[Nostalgia mode ON]
Comigo o mais comum era atacar de cabelereira maquiadora nas bonecas: cortar cabelo, passar maquiagem de verdade e outras coisitas que deixavam as bichinhas parecendo aberrações.
E tb era comum quebrar os controles do Atari, mas quem não fazia isso durante um joguinho emocionante?
akuakaukakaukaukuak
até que eu era tranquilo, num quebrava meus brinquedos naum… minha irmã quebrava por mim… ¬¬’FDP!
agora, massinha de modelar era fodis.. me amarrava fzr bolinha daquilo, esperar endurecer e tacar nos outros… kaukuakaukuakuakuakuakua
cara, quase chorei agora.O Aquaplay é um trauma na minha infância.Ganhei um o consegui rachar 3 dias depois.Tinha uns remendos de fita adesiva e vazava o tempo todo.Tinha que jogar com uma toalha no colo.Trauma!!!!
Eu um dia já taquei fogo em um comando bombeiro… Sabe como é, “morreu em serviço”… Mais outro que virou estatística! hehe
Quebrar os polegares dos Comandos não era nada, pior sempre foi estourar o elástico que unia as pernas com o parafuso das costas. Ali era a morte de um comando, não tinha jeito de substituir a elástico.
@Jeffisu
A bola de massinha, depois da bala da canhão, é umas coisas que mais dói se jogada nas costas de alguém.
@Hamilton
E “não ter jeito” é “NÃO TER JEITO MESMO!”. Era humanamente impossível consertar. =/
Bom, eu cortava os cabelos das minhas Barbies que ficavam HORRÍVEIS. Desgraçava a pobre da boneca.
Mas meu irmão mais novo tinha mania de LANÇAR com toda a força que ele possuía meus brinquedos da Barbie(piscina, quarto, sala, carro, lanchonete) na parede. Até hoje não sei porque esse espírito destruidor baixava nele. Eu tinha taaaaaaaaanto ódio! Aff. Talvez os meninos sejam mais destruidores e BURROS.
HAHAHA
hauhauhauhaua…toalha + aquaplay , tb já passei por isso 0.O
No coments, era um saco brincar sozinho! o meu era do basquete
eu era mestre tb em destruir meus brinquedos…lembro de um jumbo que n sei pq diabos inventei de desmontar e n sabia mais montar de volta =/
great post!
e viva a nostalgia! o/
Caralho…eu tinha esse boneco do Jiraya, soh q era o d Borracha msm. Puta merda…acho q deixei ele tantas vzs soh o cotoco (tirava as pernas e os braços) q ficaram ateh frouxos. Tbm tinha um do Jaspion e um do Kamen Rider nesses moldes…soh qo do Kamen Rider era mais invocado vinha uma motoca =D.
Comandos em Ação tbm tive, mas por um infortunio (Bungee Jump da escada: Pegava aqueles elásticos d costureira,amarrava no corrimão da escada e no pé dos Bonequinhos e jogava pra baixo =D) ele quebrou.
E o Aquaplay, acho q ateh hje meus dedos estalam pcausa dessa merda uahauauhauah. Era fissurado nessa coisa idiota, meu deus.
E eu me divertia pintando a cara dos bonequinhos com caneta vermelha, enquanto brincava d lutinha com eles, fingindo q era sangue. Soh q nunca saia a tinta da cara deles. Bons tempos =D
hauahahauhsAHAIHushahusAHSauhsAI
Putz, nostalgia sempre boa! POST FENOMENAL!
Cara… Eu também cortava o cabelo das minhas barbies e as maquiava com canetinha que nunca mais saía (diziam que aquela tinta era lavável, sei ¬¬) e mordia todos os dedos das minhas bonecas, só não me pergunta o porquê…
Putz, minha coleção de Comandos em Ação sobreviveu sem muitos sobressaltos… até o dia em que ganhei uma espingarda de chumbinho (como é que alguém dava um negócio desses prá criança naquela época?).
Depois disso, a diversão era deixar os bonecos lado a lado de pé no muro de casa, treinar a pontaria e correr prá ver em que posição estavam quando caíam “mortos”. Não sobrou nenhum!
Há há, Jovas, eu tive aquaplay tb, mas o que todo mundo adorava me dar era bonecos e bonecas. Eu detobava em meia hora, cortava cabelo, pintava, escrevia neles e tudo. Lembro de um bonequinho que era o top do momento quando eu tinha 3 anos de idade - e não perguntem minha idade atual que eu mando prum lugar ótimo -, chamava-se Manequinhoe tinha um pintinho que se a ente colocava água ele fazia pipi.
Há, foi o tempo de meu padrinho dar as costas e eu imediatamente cortar os cabelos dele, rasar suas roupas e detoná-lo em todos os sentidos.
O que eu gostava mesmo era de quebra-cabeça, kit de médico - adorava brincar com os moleques -, bolinha de gude, pega-pega, e talz.
Jiraia eu tive um, apesar de ser menina, mas não dava outra detonava, nunca gostei de brincar de boneca.
rapaaaaz… tive milhares de Comandos em Ação… e dá pra consertar sim, eu era mestre em refazer bonecos com peças de outros… o elástico da cintura, eu pegava um elástico normal (mas um menor q meu pai tinha na loja), aí eu enrolava ele 2 vezes e voalá: um novo elástico… sempre preferi brinquedos criativos e de azar a carrinhos e esportes… nerd desde sempre…
Meu fato.. brinquedos que ja tive.. cara eu posso dizer que fui uma criança bem feliz! Ta sempre queria mais mas sei la zuei bastante naquela época.. agora um que era bem loco era lego!
XD
Uma vez eu fiz EXATAMENTE o que você fez com a armadura do Jiraya no meu Brick Game…meu pai deve ter tido vontade de fazer a mesma coisa comigo.
eu costumava explodir todos meus bonecos com bombas em época de são joão e nas festas de fim de ano
Caramba!! Quanta lembrança boa eu tive ao ler esse post!
Putz, eu tinha um boneco do He-Man, vinha até com o gato guerreiro e talz… como ele sofria na minha mão! A última peripécia que eu fiz com ele foi colocar um lenço nas costas dele (pra dizer que era uma capa), amarrá-lo no ventilador de teto e… até hoje nao consigo lembrar em quantos pedaços ele se partiu, huahuahua.
Eu também tinha um aquaplay, so que o meu era menos sofisticado, só tinha um macaquinho preso numa barra, e conforme vc ia apertando o botao ele ficava dando voltas e voltas nessa barra (que brinquedo mais idiota!). Acabei com o brinquedo pra descobrir porque o tamanho do macaquinho aumentava quando colocava água dentro do bichinho (se tivesse perguntado pro meu professor de ciências antes, talvez hj meu filho estaria brincando com ele).