Infância Traumática - Parte 2

Data: 5 ago 2008
Escrito por Jovas
Categoria: Cotidiano, Nostalgia
23 Comentários

Depois de passar uma semana sem atualizar essa joça — fui pecador —, estamos de volta com a programação normal e para compensar trago um post que continua uma saga que por motivos vergonhosos não ia continuar, mas para a alegria de VOCÊS vamos a segunda parte da antologia Infância Traumática.

No primeiro post contei os pequenos traumas sofridos pela minha pessoa no período infantil: a menina-Cloverfield, causadora da minha aversão à quadrilhas juninas; a embalagem de brinquedo com letras de tamanho bacteriano e o boneco piratão dos Cavaleiros, que fez até as crianças da minha classe terem compaixão comigo. Relembre aqui.

Pois bem. Agora apresento os dias em que, como já falei no link anterior, comi acarajé estragado; a vez que caí de bike e rasguei a bermuda e o dia em que tentei burlar o fliperama e me dei mal.

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Acarajé de beira de estrada

Meu pai tem um sítio no interior do estado. Ele sempre gosta de ir para lá nos finais de semana, pois julga que aquele terreno no meio do mato é um local que serve para a busca de descanso e oportunidades fabulosas, como colher jacas de tamanhos mutantes para alimentação mútua familiar. Enquanto isso eu tenho consciência de que ir pra o centro de um denso matagal interiorano e ficar em contato apenas com minha família e vacas, é um roteiro que pessoas como eu e certamente você não apreciam muito. Mas quando se é alguém com menos de dois dígitos de idade, não há muitas opções. Ou eu ia ou ficava semanas sem o vídeo-game, por causa do castigo posterior.

Não sei a distância exata entre a minha cidade e o pasto, mas o percurso é longo. Sempre passamos por lugares de população cada vez mais isolada do mundo urbano, até chegar a cantos em que não havia mais gente viva. Certo dia visitamos uma vila que não tenho noção alguma do nome, mas denominemo-la de Acarajé City.

Logo na entrada da cidade, Jovas Senior estacionou o carro numa pracinha do local e disse que íamos parar por meia-hora até voltarmos à viagem. Eu, além de estar puto por ir visitar os mosquitos campestres, nessa hora também estava com fome. Reclamei ao meu velho, que me deu então a opção de fazer um lanche rápido, coisa pouca. Mal sabia literalmente a CAGADA em que ia me meter.

Na praça havia três opções de cunhos nutritivos: um tio que vendia sorvetes, outro que comercializava pipocas doces de confecção suspeita e a tia do acarajé. Como eram boas opções, fiquei como aqueles moleques que iam ao programa do Sérgio Mallandro e participavam da “Porta dos Desesperados“, que ficavam alucinados na dúvida de qual cabine escolher para ganhar aquela Calói nervosa. Depois de pensar, escolhi minha porta — que era a porta do monstro.

– Se fudeeeeeu, moleque!

Como moro no Nordeste, sempre foi presente a existência por aqui dessa iguaria de massa de feijão mergulhada no dendê. Como nunca tive problemas digestivos com tal especiaria pedi à tia um acarajé no capricho. Mal sabia eu que havia assinado minha sentença de problema intestinal satânico.

Comi o acarajé em poucas mordidas e esse foi o tempo do meu pai resolver voltar à estrada. Como ainda estávamos longe de chegar ao sítio, o processo pelo qual o bolo alimentar chega ao intestino delgado foi acelerado devido a coliformes que certamente existiam naquela bomba baiana de plutônio. Nos poucos minutos que estava de volta à viagem, comecei a suar frio e escutar sons provindos da minha barriga nunca antes ouvidos. A parada estava assustadora. Comecei a dizer “Pai, paraocarraê… para o… pa…”, até que ele notou que se não parasse eu ia detonar numa explosão catastrófica aquele banco traseiro.

Peguei o papel higiênico que fica estrategicamente armazenado no porta luvas e com minha família vendo comecei a mandar ver na beira da estrada. Me senti como um bicho do Animal Geographic que é observado por várias pessoas fazendo coisas básicas. Tudo correria bem se eu pelo menos não os visse ali me olhando.

Quando consegui me acostumar com os olhares da família, aconteceu o pior — e sim tem pior:

Um ÔNIBUS lotado de PESSOAS COM CÂMERAS FOTOGRÁFICAS ESTACIONOU do outro lado do acostamento para trocar um pneu.

Então essa é a cena: eu estava no acostamento duma estrada, suando frio, fazendo minhas necessidades a céu aberto e um ônibus de altura que permitia tranquilamente aos passageiros armados com máquinas fotográficas olharem por cima do meu carro, havia parado praticamente do outro lado do asfalto.

Quando vi o primeiro flash… Ah, esquece, é muito constrangedor. Mas aqui vai um conselho de graça: NUNCA COMAM ACARAJÉS.

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Rampa maldita

Depois de voltar a vida urbana e passar por certos perrengues em beiras de estrada, ganhei uma bicicleta nova. Nem lembro a marca, mas era bonitona. Verde e preta. Não que essas sejam cores que combinem tão bem quanto preto, rosa e branco, mas era uma bike maneira.

Num dia ensolarado de azar resolvi dar uma volta pelo bairro quando notei que a academia que fica na esquina da minha rua tinha feito uma rampinha de cimento. Era uma rampa MUITO pouco alta e ligava a entrada do estabelecimento à rua. Não entendi bem o por quê de eles terem feito aquilo, pois acho meio difícil um deficiente resolver sair de casa e ir querer ficar marombado, mas tudo bem.

De bicicleta nova e rampa nunca antes estreada por nenhum moleque das redondezas, por fatores do destino estava formado o desafio: subir aquele declive e sentir a adrenalina juvenil correr pelas veias. Além do mais, numa demonstração de n00bice, imaginava que se fizesse uma boa manobra, poderia impressionar as gostosas que malhavam nas bicicletas-ergométricas.

Sem pensar duas vezes, comecei a pedalar como se fugisse de um bando de hooligans do tamanho de Schwarzeneggers, portadores de olhares intimidantes e bastões de madeira com pregos acoplados. Logo cheguei à base da rampa e quando estava na metade do caminho da subida, simplesmente PERDI A FORÇA NAS PERNAS. A inclinação da rampa era tão próxima a de um ângulo reto que não consegui subir aquela merda.

Sabe o facão do Guile? Então, eu dei um tipo aquele, só que com uma BIKE e para TRÁS. Acabei sendo jogado de volta ao caminho original pela inércia.

Foi mais ou menos assim

Caí no chão e a bicicleta quase tombou por cima de mim, mas nada fisicamente grave aconteceu. Vamos frisar com todos os recursos que temos disponíveis a palavra FISICAMENTE, pois minha moral foi abalada. Na queda, a bicicleta acabou atingindo minha bermuda, rasgando-a e fazendo um buraco bem na região que fica o zíper da calça. E um pequeno detalhe, EU ESTAVA SEM CUECA.

Nisso o guidão tinha se agarrado à minha roupa de forma que eu podia jurar que aquela porra era um simbionte alienígena e minha bermuda era o Peter Parker. Fiquei então em frente à academia, quase pelado e com uma bicicleta presa ao corpo. E sem dignidade, porque as gostosas das ergométricas ao verem a cena não entenderam bulhufas e me ignoraram completamente. Gostosas, espero que se vocês estiverem lendo isso tenham celulite hoje em 100% do corpo.

Então tava lá eu na rua, simultaneamente tentando voltar pra casa, arrancar o guidão da bermuda e esconder minhas partes quando vejo no horizonte duas velhinhas vindo na minha direção. O horizonte era a 5 metros, isso foi só para embelezar o texto, mas só sei que quando me dou conta as velhinhas estavam paradas na minha frente, me olhando com cara de dó (menos mal) e automaticamente decidem me ajudar.

Pensei que aquilo ia piorar a situação, pois se eu não tinha conseguido me livrar do guidão simbionte, como duas velhinhas iam conseguir? Pior que se elas conseguissem me livrar da bicicleta, minha própria consciência não iria me perdoar, pois eu teria sido passado para trás no quesito força bruta por duas pessoas que juntas somavam 180 anos.

Mas relevei esse fato e aceitei a ajuda. Sem brincadeira, no momento em que uma das senhoras segurou o guidão, deu uma puxadinha — puxadinha mesmo, de leve — e conseguiu arrancá-lo da bermuda, juntamente com um pedaço de tecido que era fundamental pra minha privacidade.

Como naquela altura já me sentia um verdadeiro naturista, nem me importei.

Mas vou falar a vocês, ou aquela velhinha era MUITO forte ou era… Deus. Creio que seja a segunda alternativa, pois depois da avacalhação de num dia apenas me fazer querer andar de bicicleta, subir numa rampa não subível, ficar pelado na frente da academia das gostosas e ainda ser desprezado, ele teria que ser EXTREMAMENTE sacana a ponto de me deixar ali ao léu esperando a Fébem chegar e me capturar por atentado ao pudor.

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Não confie em tutoriais da internet

Máquina imburlável

Calma, não vamos generalizar também. Há tutoriais excelentes como os do Noronha, os do Guia Nerd e também o excelente Manual do Pirata Contemporâneo (que por sinal tem certos bugs, consertem), para você que se for meu fiel leitor, EXIJO que leia. Mas veja bem, esses são sites de qualidade, que você sabe que pode confiar e acessar alegremente todos os dias e sem medo de ser feliz.

Mas há certos manuais que não dá pra confiar, tipo aquele tutorial de como usar grafite e poderes telecinéticos para fazer o cartão telefônico discar infinitamente. Ou aqueles sites que ensinam a conquistar mulheres, apresentando uma básica introdução, pois o passo-a-passo custa 300 pilas.

Porém quando você é jovem e acha na internet um manual de como burlar o cartão de fliperama e assim poder jogar INFINITAMENTE, cê acha que aquilo é real. Na verdade você reza pra que aquilo seja real e põe toda a sua fé num pedaço de plástico com fita magnética. E assim aconteceu comigo.

Achei na internet um tutorial que dizia que se esmalte incolor fosse passado na parte na parte magnética do cartão de fliperama, suas chances de jogar aquele velho The King of Fighters até suas mãos perderem toda a sensibilidade para sempre eram grandes.

No mesmo dia da descoberta do manual, fui ao shopping com meu irmão e tratamos de bolar um plano em que era preciso entrar numa loja feminina e comprar um esmalte e não ficar parecendo que éramos protótipos de anões gays. Fingimos que a parada era para nossa mãe, mesmo nenhuma vendedora se importando com isso, compramos, tudo correu tranquilo e fomos para a praça de alimentação.

Na praça pegamos nossos cartões com apenas crédito necessário para jogar um game — se ia ficar infinito, bastava apenas crédito pra passar em uma máquina — e passamos nas barras magnéticas esmalte suficiente para que uma fina e mágica camada isolante fosse feita. Eu sentia que meu cartão era tipo aquele do moleque do Blastoise. E se aquela merda de cartão de Pokémon aquático dava alegria ao garoto, imagina o meu, que me proporcionaria ANOS de jogo?

Depois de esperar exatos 3 segundos para o esmalte secar, fomos ao arcades ver se a coisa funcionava. Escolhi Tekken 3, o jogo mais avançado de luta da época, e passei o cartão na máquina. Na verdade tentei passar, pois no processo de retirada, ele NÃO SAIU DE DENTRO DO ARCADE. A tinta tinha virado uma gosma que havia grudado naquele localzinho que você desliza o cartão. A liga de grude era tão forte, que prendeu ali meu passaporte para felicidade ilimitada.

Agora imagina você com um passaporte desses e alguém, mais precisamente alguém que engole cartões, chega e lhe diz “Maluco, seu passaporte é FALSO”. A casa cai. É sensação Fake Xbox 360 na certa.

Fora que enquanto tentava tirar o cartão de dentro do fliperama, eu era constantemente observado pelas moças fiscais sorridentes do estabalecimento, fora as câmeras de segurança. Sofri o hit combo de decepção + stress + medo de ser pego.

Deixei a máquina engolir meu cartão, resgatei meu irmão que passava pela mesma situação em outra, voltamos pra casa chateados e aprendi que se você não usar de um modo correto, esmalte de unha também serve como gosma de viscosidade excelente.

Agora, se você já teve algum trauma quando criança, diz aí nos comentários. Né possível que só eu tenha me fodido quando pequeno.

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    23 comentários em “Infância Traumática - Parte 2”

    1. robson disse:
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      nossa, você se fudeu feio na infância ein… não ganha do philipe (mundo gump) mas foi feio

      sorte a minha que fiz uma auto lavagem celebral e felizmente não lembro NADA que veio antes da 5º série XD

    2. Jovas disse:
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      @robson
      Ah, todo mundo tem dessas histórias pra contar. =D

    3. Jeffisu disse:
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      Ptz…

      soh naum vou seguir o conselho de nuca comer acarajé…

      foi soh azar…

      se tem uma coisa que eu gosto na Bahia, é o acarajé! :)

      Mas tu se fudeu legal hein… eu graça sa Deus não lembro muito das coisas ruins (pelo menos tento não lembrar), só as boas mesmo!

    4. M.K. disse:
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      Eu ia dar risada da sua cara, mas fala sério, todo mundo tem seus traumas de infância, então está valendo. Corajosos são aqueles que divulgam esses traumas em público.

    5. Carl disse:
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      Hauahuahuhahahaauah

      Muito bom!

    6. Israel Junior disse:
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      Não foi bem um trauma, mas e aquele que seu pai mandou vc (ou foi seu irmão, não lembro) descer do carro e ir andando pra não tomar uma multa? :P

      Eu tive alguns traumas também. O único que vem em mente agora é da 2ª série: com o intuito de tornar o recreio melhor, minha mãe colocou coca cola na lancheira (em uma daquelas garrafas térmicas). Como sempre, minha lancheira ficava dentro da mochila que tinham os livros - e eu colocava a mochila como um apoio pra sentar melhor na cadeira. De repente, toca o sinal pro intervalo e eu me levanto - é aí que noto que a coca cola vazou da garrafa (graças ao maldito gás da coca cola a garrafa térmica deve ter explodido), encharcou toda a mochila e, filhadaputamente, molhou toda a cadeira, molhando, também, minha bermuda. Logo após me levantar percebi algo molhado, que confirmei logo após passar a mão no short do colégio.

      Para que ninguem me visse naquele estado, tratei de pegar uma toalha dentro da lancheira (um pouco molhada, por sinal), colocar na cadeira e sentar. Fiquei o intervalo todo sentado, sem coca cola, sem sanduíche da mamãe e sem futebol :/

    7. Jack_Ramone disse:
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      Foda fui eu, que quando guri ‘tava pegando o costume de subir no muro da vizinha pra ver ela trocando de roupa, a noitinha. Numa dessas brincadeiras, ela viu a gente gritou e um dos companheiros de muro falou: “SUJERA GALERA11!”. Rá, aí foi só neguinho pulando do muro que nem pipoca na gordura fervendo. Crianças corriam por todas as partes e eu, como já era meio inútil desde aquela época em que me faltava altura e sobrava fobia da mesma, resolvi me jogar do muro, aí que eu me fodi bonito, quando aterrissei de bunda no chão, me levantei e comecei a me limpar eu olho para o meu braço esquerdo e vejo que o filho da mãe tá todo quebrado! Sério, eu quebrei o braço em três lugares distintos, e não tinha ninguém pra me acompanhar até em casa e eu não podia falar para os meus progenitores que eu estava a observar a linda vizinha nua. Eis que surge ainda o namorado da figura, assustado com meus gritos e puto da vida com toda aquela molecada encima do muro olhando a mulhé dele e resolve me dar uns safanões, mas, assim que viu meu braço ele me soltou e falou “-Vai embora guri, rápido” Cheguei em casa mais fodido sujo e quebrado do que quando eu saí, e eis que vamos todos para o hospital tratar a ‘queda de bicicleta’ que eu tinha sofrido.

      Eu virei mito na rua depois disso, alguns diziam que eu tinha enfrentado Alexandre, o namorado, outros diziam que eu tinha quebrado o braço enquanto brigava com ele, e alguns também diziam que eu tinha quebrado o braço durante meu pouco de bunda. A verdade é que duas semanas depois Alexandra, o namorado da gostosa Fabíola apareceu lá em casa pra reclamar do pervertido aqui. Eita surra boa que eu lembro com saudade. 6 meses de gesso e fisioterapia depois eu tava pronto pra outra.

      Ah, é bom lembrar que Fabíola, a gostosa, pesa hoje uns 150 kilos e pinta o cabelo de preto.

    8. Jovas disse:
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      @Israel Junior
      CARALHO, meu pai tinha me mandado descer do carro mesmo! Era uma Saveiro, e como só podia transportar 2 pessoas, e éramos 3, pra evitar uma multa praticamente ele me jogou na rua e fingiu não me conhecer.

      Cê me lembrou dumas boas histórias… >)

      @Jack_Ramone
      Vou te falar, um cara que quando moleque quebra o braço em 3 LUGARES, por cair dum murão ao tentar ver a vizinha gostosa trocando de roupa, merece TODO o meu respeito.

    9. Fernando disse:
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      heauehauehauehauehauea

      a do carro foi a melhor!

    10. Pri disse:
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      Gente, me rachei de rir aqui…kkkkkkkkkkk
      Realmente, é preciso peito pra divulgar essas zicas todas numa boa…rs

    11. robson disse:
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      @Jack_Ramone
      puta merda, esse Alexandre sabe preparar uma vingança! porra, duas semanas depois, teu braço ia tá ‘melhor’, você ia poder levar umas bordoadas de boa.. foda ein

      minhas vezes fodidas foram poucas, fora os micos que paguei em escola e tombos na rua, o mais memorável foi da vez que jogando bola descalço consegui por uma pedra do tamanho de um polegar dentro do pé. tirei a pedra na mão, e falei pros compadres que ia lavar o pé e já voltava. ¬¬ . a porra da costura doeu mais que por e tirar a pedra do pé.

    12. Pedro Ivo disse:
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      Uma vez eu inventei de brincar de parquinho qnd eu era pequeno (devia ter uns 8 anos). Ai fui brincar na escorregadeira.
      O negócio é que eu sempre escorregava deitado e o uniforme era uma bermudinha azul com uma camisa branca. Choveu no outro dia e a escorregadeira além de velha era vermelha.
      Resultado: a parte de trás da roupa ficou toda pintada de vermelho e eu tive q ficar andando pelas paredes pra eu n me arrombar…
      E outra foi qnd eu, no alto de meus 5 anos de idade, inventei de fazer equilibrismo com garrafa de brahma vazia. N deu outra, caí em cima de três e dois cacos de vidro do tamanho de um cartão telefônico entraram na minha perna. Pense se doeu…

    13. luiz disse:
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      sempre lembrando que pra ter mais de 3 digitos de idade vc tem que ter ao menos cem anos. noob…

    14. Thiago disse:
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      Já cai de um pé de tamarindo.O galho de onde eu cai era mais ou menos a altura de um 1º andar.Na queda eu só me arranhei um pouco, agora a surra que eu levei depois, essa foi punk.
      E nesse mesmo pé de tamarindo já fui atacado por formigas, é mais isso é outra história.

    15. Dulce disse:
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      Hahaha…
      Jovas,
      Já disse anteriormente e repito: vou parar de ler seu blog aqui no trabalho! rsrsrs
      Cara, muito bom! Morri de rir!

    16. Lucas disse:
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      Certa vez,no meu jardim 3(sim eu me lembro),tentando provar para Taís, a garota loirinha dos olhos azuis alta, que todos queriam,que eu podia subir naquela arvore considerada a mais alta por todos garotos da classe,rasguei meu short,andei o intervalo todo com a bunda de fora,sem perceber,e todo mundo olhando para mim(e eu achando que era por causa do meu rescente grande feito),quando chego na sala meu amigo me conta o meu “grande feito”,nunca mais eu andei de cabeça erguida naquela escola,kkkkk

    17. Lorena disse:
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      vou parar de ler seu blog aqui no trabalho! rsrsrs
      Cara, muito bom! Morri de rir! [2] [mentira..=DD]
      adorooooooooooo!

    18. Jackx3 disse:
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      kkkkk
      Ah, acho q a pior coisa q aconteçeu na minha
      infancia foi ter caido de nariz na sala de aula
      8D
      Ah, e tbm ter voado a escada da escola ..
      e tbm ter rolado a escadaria da escola!
      \o/

    19. Jackx3 disse:
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      Foi tipo assim …
      Na hr da saida da escola eu alegremente descia a imensa escadaria da escola,quando ao chegar no final da escada notei q havia esquiçido minha mochila.
      Ok, subi correndo pra pegar…
      Novamente descendo a imensa escada,depois de ter descido mais ou menos uns 10 degraus,
      me deparei com o acaso do destino!
      Um pé enrolou com o outro [ sim tropeçei no meu proprio pé!]
      E eu fui jogada contra o chão rolando pela imensa escadaria …[eh imensa mesmo]
      até o final.
      Bem … msmo estando tonta,levantei peguei minha mochila e fui p casa.
      A minha sorte é q como eu havia voltado a sala de aula, meus colegas e os demais estudantes já haviam ido embora,só tinha umas tiazinhas lá.

      Isso eu jamais esqueçi! ‘-’ foi traumatizante!

    20. Jackx3 disse:
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      Já a outra situação mto constrangedora foi ter voado …
      Sabe aquelas brincadeiras … estilo ” policia e ladrão”.. então
      estava eu e meus amigos brincando disso no intervalo, quando me deparei com Sandro .. na epoca o garoto q eu mais odiava!
      Eu fui p cima dele com todas as minhas forças para tentar pega-lo!
      Ele sendo mto mais veloz q eu foi em direção a pequena escadaria perto das salas q dá acesso ao patio,então eu fui atras dele,o garoto foi descendo a primeira escada numa velocidade incrivel,eu fui atras dele e puxei ele pela camiseta .. e como ele estava mto rapido eu fui carregada junto!
      Pois bem … pulei a primeira escada … pulei a segunda .. ahh mas quando chegou a 3ª x_X
      I’m DEAD .. ok antes de morrer de vergonha
      eu voei … foram os 5 segundos mais incriveis da minha vida !
      Eu voei ! D:
      E logo depois destes 5seg me deparei com o chão deslizando de joelho até o palco!
      Imagina … todo mundo vaiou!
      D:
      Constrangedor!Porém inesquecivel!

    21. ou mai godi disse:
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      eu ainda so criança e vcs sabem ke a maioria e inultil e so liga pra jogo eu so mais o menos assim, ai eu baixei um jogo ke eu keria joga a meses comprei controle de vidio gueime colokei no pc preparei tudo e foi joga o jogo, pra minha surpresa, apos muiitos meses esperano, semanas baxano eu tava preparado, a merda num pega fikei acabado =(

    22. O Teleportador ! disse:
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      hehe boa historia .. eu que nunca experimentei acarajé , fique com vontade > mentirinha .

      a do tombo de bicicleta me lembrou de quando eu tinha uns fim de 1 digito e inicio de 2 , fui em uma noite ( o que tornou tudo mais duro ) , em um de meus passeios matinais “entre as 6 e 7 da noite ” eu que ali andava tranqüilamente a procura de algo decente para fazer , me deparo com um BARULHO ‘. Algo que me assustou naquele momento a unica coisa que me impedia de sair correndo gritando que nem uma mocinha era minha bicicleta , quando eu estava com ela parecia que eu tinha poderes ( não foi bem o que eu quis dizer ), mais do nada comecei a correr desesperadamente em direção a minha casa , e nisso avia entre minha casa e onde eu estava , UM PASTO , que por sinal era enorme , e na medida que eu estou pedalando enlouquecido , feito um mendigo correndo atrás de 15 litros de suco gummy e encontra um outro mendigo na mesma situação , comigo foi diferente , eu me deparei com um obstáculo e naquela velocidade que eu me encontrava me deparo com um muro pequeno , no qual eu trombo e VOU ( lembra do super poder ) por cima de cercado , isso quase como um milagre .. por que se eu tivesse atingido a cerca , eu teria graves problemas e foi neste ato de pura sorte que eu retornei aos berros em casa na velocidade de uma tartaruga gigante no meio do deserto .

      Foi dureza !

    23. Lua Marks disse:
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      ola eu sou novo por aqui e achei o post legal então aqui vai a minha confição
      Eu tinha 8 a 9 anos de idade na epoca eu estava euforico com uma descoberta atras de casa tinha uma casa abandona em construção parada de dois andares ai quando eu e meus colegas, tinhamos ido lá ver estavamos todos felizes da vida
      estavamos felizes por causa do segundo andar era tão bom ficar lá
      ai voltamos para avisar aos nossos outros colegas sobre a grande descoberta.
      quando mais tarde naquele mesmo dia voltamos ate a casa mais animados que antes foi quando tudo aconteceu comigo que praga do destino
      um dos ferros de alicerse que segurava a a parte de cima do teto do primeiro andar rasgou em minhas costas da nuca ate quase o rego faltou pouco uns 8 dedos
      ele pegou de cima ate em baixo cortando as minhas costas todinho
      cheguei em casa tralmatizado minha viu aquela cena ficou louca da vida
      e ainda não acabou
      vem a parte mais ruim que o corte minha pegou mediolate que ardia na época eu quaze morri de tanta dor nem era pelo o corte mais sim pelo o maldito mediolate
      mas eu fui forte e nem chorei não sei por que mas não chorei
      só era uma dor insurportavel
      e por fim nãoi levei ponto algum depois de umas 3 a 4 semanas estava eu aprontando outra vez
      ate a proxima galera
      e eu tenho a marca ate hoje nas costas

    Comenta, diacho!

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