Infância Traumática - Parte 1

Data: 11 jun 2008
Escrito por Jovas
Categoria: Nostalgia
24 Comentários

Acho que se você já acompanha o blog há algum tempo, já percebeu que sou um cara bastante saudosista. Isso porque a infância, pelo menos pra mim, é um tempo de grandes memórias. É nessa fase que vamos acumulando ao longo dos anos boas lembraças, como Thundercats, Comandos em Ação, Boneco do Fofão com adaga malígna no enchimento e a descoberta televisiva do Cine Privé e da Banheira do Gugu. São fatores como esses que tornam esse ciclo prazeroso de ser lembrado. Entretando, nem tudo era bundas seminuas na TV.

Você não deve saber, mas uma lei natural foi criada por forças inexplicáveis que determinaram o seguinte: na infância SEMPRE pequenos traumas vão acontecer. Traumas que vão lesionar esse período pueril, presenteando sua consciência com recordações que NUNCA serão esquecidas. E eu tenho algumas VÁRIAS.

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Quadrilha do Inferno

Não sei em que série da escola estava, mas devia ter uns 4 anos. Acho que foi o primeiro trauma que tive, e foi tão grande que, pra você ver, ainda me lembro.

Minha jovem figura de criança inocente até então desconhecia o conceito de passar por uma decepção, mas foi com essa idade que eu percebi que coisas como o fato de a sua própria mãe fazer um complô com a professora do colégio, e sem explicação plausível estabelecerem que seu destino era se foder, era algo possível.

Explico: era Junho, mês de São João, e os preparativos para a quadrilha da sala estavam começando. Como a turminha se dividia balanceadamente, 10 meninos e 10 meninas, o ritual de dança do mal poderia ser feito tranquilamente. Lembro que havia um ensaio básico, pra garotada não fazer merda durante a apresentação, mas antes disso ocorria a escolha dos pares. Nessa época minha apreciação pelas fêmeas era quase inexistente. Quase. Havia uma aparição sutil dela. Por exemplo, eu já achava uma das meninas da classe bem bonita, e de algum modo “gostava” dela. Só pra você ter uma idéia, quando eu ia comprar meu lanche na cantina, aproveitava pra comprar um Bubbaloo pra garota que eu era “a fim”. Quando voltava à sala, deixava o chiclete na mesinha da menina, com ela vendo o ato — acho que com aquilo eu queria dizer “Continue aceitando esse presente, pois nosso namoro tá bom assim” ou “Com isso me declaro seu dono”, não sei — e em seguida ia à minha carteira. O ruim é que ao ver isso, alguns dos meus colegas de turma começaram a me imitar, e assim surgiu uma das primeiras concorrências que tive. Ela não tinha mais somente a mim como presenteador exclusivo, surgiram mais. Agora ela recebia além de chiclete, pirulitos e balas dos meus concorrentes. Bastardos… Mas continuando; só sei que na escolha dos pares da quadrilha, minha professora do nada resolve o quê? Me colocar para ser o par da menina-Bubbaloo. Nunca brinquei tão feliz com meus bonecos.

Até então tudo perfeito, ensaiamos diariamente, eu felizão, até que chega a data da apresentação. Nesse dia chego à escola devidamente trajado com uma camisa retalhada e bigode artificial, a poucos minutos do início do evento. As mães se sentam em cadeiras enfileiradas formando uma platéia orgulhosa por ver suas crias manipuladas a fazer algo que nunca pediram, e enquanto isso a professora coloca a galera em seus lugares, com os pares formando um círculo, quando ocorre o HORROR.

A mãe de uma das meninas MAIS FEIAS da turma aparece nos “bastidores” e percebe que seu filhote de medusa está formando par com um menino mais baixo. Em seguida uma frase que NUNCA vou esquecer sai de sua boca:

- Professora, por que você não coloca minha filha com um menino mais alto, pra ficar mais certinho? Tipo… AQUELE ALI??

Adivinhe pra quem ela apontou?

Sempre gostei de ser um garotos mais altos da turma, mas no momento da fala acima, queria eu ter posse de uma serra elétrica e estar anestesiado nas pernas.

Segundos após a maldição daquela mãe ser lançada à minha pessoa, a professora decide desfazer minha felicidade por estar perto da menina-Bubbaloo e me coloca ao lado da garota cria do Satanás.

Linda

Essa é LINDA perto do que eu enfrentei.

A professora até foi chamar minha mãe, mas esta concordou na troca de pares, não achou ruim. Resultado, tive que dançar com a menina-Cloverfield — chamemo-la assim. Que castigo, cara. E logo na minha primeira quadrilha. Por que fizeram isso comigo? POR QUÊ?

E esse foi um trauma foda, pois depois dessa, eu passei a odiar quadrilha e NUNCA MAIS dancei novamente. Correr esse risco novamente? Nem fudendo.

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Sempre leia as embalagens

Avançando cronologicamente, agora pulemos aos meus 6 anos. A esperança que havia em mim no mundo estava voltando quando o O Rei Leão é lançado nos cinemas. Foi uma loucura. Filas gigantes nos cinemas compostas por uma garotada insuportavelmente barulhenta, ansiosas para verem Mufasa morrer. E eu lá no meio. Após uma sessão do longa, apenas uma coisa povoava a mente das pequenas crianças vindas com desejo de consumo de fabrica: comprar as bugingangas do Simba & cia.

Não sei na semana de estréia do filme já havia os brinquedos nas lojas, mas lembro que enchi tanto o saco do meu pai, que a insistência o fez me levar em alguma loja para comprar os bonequinhos dos leões. Ao chegar no estabelecimento comercial, lembro de ver muitas embalagens contendo os felinos, hienas, javali, macaco doido, etc., prontas para serem adquiridas.

Porém, vi algo aparentemente melhor. A caixa da Pedra do Rei.

- Compra, Mãe!

- Compra, Pai!!!

Maluco, era a PEDRA DO REI. Tá lá o Mufasa em cima, o Simba preso nas costelas de elefante, o Rafiki doidão e a Hiena tanto-faz-o-nome. Se eu podia levar isso tudo numa caixa só, pra que comprar os bonecos separadamente e sem a PEDRA DO REI? E era importado, igual ao da foto, o que dava a sensação de que na cidade só eu ia ter.

Depois de prometer que ia estudar muito — e o capitalismo ajudando a propagar a mentira — meu pai comprou a tal caixa. Mal podia esperar pra chegar em casa e começar a brincar com os personagens do filme. Ia ser demais. É, IA.

Quando literalmente coloquei o primeiro pé em casa, fui correndo para o quarto e comecei a tentar abrir a caixa. Depois de uma luta contra fitas adesivas, enfim venci a barreira de papelão que havia entre mim e os bonequinhos. Virei a caixa 180º para que os brinquedos caissem na cama, e, quando a última peça de plástico cai, tive uma reação similar a do garoto do Fake Xbox 360.

A caixa só continha a Pedra do Rei. Só. Nada de leão, hiena ou macaco doido. As imagens eram “meramente ilustrativas”. MERAMENTE ILUSTRATIVAS.

Ótimo!

Isso não se faz. ISSO NÃO SE FAZ

Quem é o moleque de 6 anos que vai ler isso, ainda mais em inglês? E pior o meu pai, que até hoje não sabe falar “Mc Donalds” sem usar a dicção de modo errado. Acho que muitos pais são assim até…

Enfim, o fato é que nem eu, nem ele, tínhamos preparação pra saber que os fabricantes usavam recursos visuais e letras do tamanho de lactobacilos, para influenciar maldosamente na compra dos produtos. >(

O jeito foi usar os Comandos em Ação pra brincar de “montanha” com essa merda.

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Piratas Cavaleiros

Era época dos Cavaleiros do Zodíaco. Devia estar com uns 8 anos. Pelo menos foi quando os conheci. Hoje em dia todo mundo sabe, mas quem viveu na época pôde presenciar de perto quão foda foi o fenômeno dos 4 cavaleiros de bronze e um suspeito. Todo mundo falava do desenho na época. Era impressionante.

Logo quando os bonecos com armadura de metal chegaram às lojas, quase todos os garotos os compraram e no dia seguinte a compra, era de praxe levar a novidade à escola. A idéia era logicamente mostrar aos coleguinhas o brinquedo novo e fodão.

Quando as meninas da classe começaram a prestar atenção nessa rivalidade do boneco mais legal, iniciaram o concurso do “Melhor boneco montado”. Basicamente você montava seu bonequinho com armadura, colocava junto ao dos seus amigos, e espontaneamente as meninas “votavam” nos que achavam mais estilosos.

Uma da primeiras “finais” foi composta pelo meu Camus de Aquário versus Poseidon. Só pra constar, ganhar esse concurso seria se glorificar como o detentor do Cavaleiro do Zodíaco mais legal, e sendo que o universo de cada criança daquela sala era basicamente A SALA, vencer aquilo era como se tornar presidente. Do Sistema Solar.

Mas, vamos combinar, Poseidon tinha uma armadura muito superior a de Camus. Praticamente duas vezes mais peças. Compare aqui. Eu achava que não dava pra ganhar, mas a esperança prevalecia. Depois de uma disputa miserável, em que tentei usar a Força pra alterar o pensamento das garotas a favor do meu action figure, a votação encerra com 9 a 6 para o Poseidon. Bastardas.

Porém esse não foi meu trauma. Ele vem AGORA.

Dias após perder o “concurso”, estava em casa, no quarto, fingindo estudar quando minha estimada mãe entra e pergunta:

- Fui naquela loja de brinquedos (?) e a moça mandou lhe avisar que um boneco de um tal Xiriu chegou. Quer que eu compre pro Dia das Crianças?

O nome do boneco seria Shiryu.

Minha mãe tinha vindo me falar que poderia comprar o Shiryu?! Eu gostava mais do Ikki, mas como pelo visto não havia chegado, de qualquer modo ter um dos protagonistas do desenho para brincar era bem melhor do que passar o tempo com um de ouro que mal tinha visto. E como a febre havia apenas começado, não conhecia ninguém que tinha posse de nenhum cavaleiro de bronze. Nem sabia como era um. Minha mãe nem precisava ter perguntado.

Já só ia ganhar a bagaça em 12 de Outubro — e lembro exatamente que faltava uma semana a partir do dia da proposta maternal — no dia seguinte fui ao colégio alucinadamente ansioso. Disse aos colegas que iria ganhar um boneco de bronze e finalmente veríamos a diferença entre eles e os de ouro. Além do fato de fazer uma invejinha pro pessoal.

A semana parecia passar em slow motion, quando chega o dia. 12 de outubro, Dia das crianças e de Nossa S. Aparecida, mas para um moleque APENAS Dia das Crianças. Para minha tortura, minha mãe disse que eu só receberia o presente pela tarde. Puta merda, mãe, faz isso não. Mas não havia jeito, só durante a tarde gritaria igual ao moleque Nintendo Sixty-Four.

Vou à escola mais maluco que o Bozo, ansioso e nitidamente enchendo o saco dos meus colegas, até que chega a hora de voltar para casa. Ignoro o almoço e vou direto ao quarto abrir o embrulho que estava em cima do armário.

Pausa.

Lembremos novamente da expressão do garoto do Fake Xbox 360.

Ok.

O Shiryu de Dragão que minha mãe havia comprado era PIRATÃO. Nem de bronze-verde a armadura era. Era a armadura dele, mas pintada de dourado. Eu sei que no desenho ele até transforma a dele em uma de ouro, mas a intenção do brinquedo não era aquela.

Porraéessa?

Era mais ou menos uma merda assim

A intenção era fabricar algo extremamente mal confeccionado e vender pra mãe do primeiro garoto que houvesse passado TODOS OS DIAS durante uma semana esperando aflitamente por aquele brinquedo.

No dia seguinte ainda levei o produto paraguaio (sem querer ofender a honra do país sul-americano) ao colégio, na tentativa de, se meus colegas aprovassem, achar que talvez aquele boneco deveria ser feito daquela maneira. Mas não teve jeito. Até meus colegas mirins ficaram com pena de mim. A coisa era tão feia, que crianças programadas para caçoar até se você espirrar diferente, tiveram PENA da minha situação.

A partir desse momento, a arte de usar palavrões para expressar o stress, se tornou habitual.

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Mas ainda tive muito mais momentos feladaputas pela frente, já na fase adolescente padawan, como o dia em que comi acarajé estragado; a vez que caí de bike, rasguei a bermuda e tava sem cueca e o dia em que tentei burlar o fliperama e me dei mal.

Mas aí fica pra Parte 2, que pode sair tanto próxima semana, quanto próxima semana de 2030.

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    24 comentários em “Infância Traumática - Parte 1”

    1. Daniela disse:
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      Ooo mo deus, a carinha de triste do menino do xbox dá muita pena. :(

      E o guri empolgadão com o nitendo é de dar medo. kkkkkkkkkkkk Surtou completamente!

      Esse brinquedo do rei leão é que nem as coisas da Barbie. A piscina, a cristaleira com a mesa, o quarto, A CASA PRINCIPALMENTE(era só a casa purinha, uma carcaça de papelão pintado), tudo isso era muito mais bonito e cheio de coisinhas nas ilustrações da caixa, sempre foi uma decepção constatar isso. =/

    2. Diego Matias disse:
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      Lembro que o meu Shiryu (Yeah! Era meu favorito!!!) era piratão (não vinha naquela caixa e não tinha o detalhe da “mão” articulada) mas não era amarelo. Era muito bom!

      A armadura dele era como a da segunda fase, portanto, menos peças ainda, mas cara, brincar com aquilo era incrível! Meu irmão tinha um Hyoga…

      Que beleza…

    3. Arcaju disse:
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      Boas lembranças sempre gera um bom texto. A saudade é inspiradora, continue.Visite o Blog http://www.lygiaprudente.blogspot.com e veja uma sequência de posts sobre o Cine Palace o qual deixou muita saudade.

    4. Armando disse:
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      corrigindo o nome do comentario anterior.

    5. dudalima disse:
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      isso é verdade, toda criança tem um trauma $:

    6. Ricardo disse:
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      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Muito bom!

      Também tenho traumas comgarotas feias dando em cima

    7. Bully disse:
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      HAUIhauhauauha

      Taih uma coisa que vou me lembrar quando comprar algo, prestar atenção nas “imagens meramente ilustrativas”!

    8. Thiago Leite disse:
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      Percebo, depois de ler seus relatos, que eu até tive sore na minha infância. Mas não totalmente. Era muito solitário, e isso acabou me anestesiando um pouco. Mas… até que eu queria ter passado por alguns traumas… uma vez eu evitei um, justamente no São João. Eu ia dançar com uma menina, digamos, desagradável. Aleguei que, como tinha chegado recentemente à cidade, não sabia dançar quadrilha daquele jeito. Escapei…

    9. Jovas disse:
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      Foi uma época difícil, Thiago Leite. =(

    10. Rafael disse:
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      E eu que nunca tive um boneco dos cavaleiros do zodiaco. =(
      O máximo que eu tive foi uns bonecos de DragonBallz. O goku era laranja e amarelo e o vegeta roxo e azul. hahaha

      Abraços!

    11. Felipe disse:
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      Cara! Que infância, realmente traumática…

      Isso porque ainda é a primiera parte…xD

      Pô mais o negócio da pedra, foi brexa mesmo hein…

      Huauha..mas é isso aí espero que tua vida tenha melhorado.

      Abraços.

    12. Jovas disse:
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      Tô começando a achar que só eu me fodia quando era pequeno… O_O

    13. Felipe disse:
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      Cara! Vi seu vídeo agora, e tive que voltar aqui para comentar…

      Esse garoto sim vai ficar traumátizado pro resto da vida…

      Cara! Deu dó…

      Por isso que filhos matam mães…xP

      Abraços.

    14. Ricardo disse:
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      HEuahauahaha

      Que nada, Jovas. Como vc falou, nem tudo são bundas seminuas na TV! Eu mermo, quando guri, já ganhei cada presentinho de aniversário… falando nisso, valeu pelas MEIAS, vó!

      Agora… Parte 2??/

    15. Lendas Populares | Recomendo, Com Cerveja! disse:
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      [...] mesma época da desilusão com o brinquedo d’O Rei Leão, parecia que minha mãe tinha resolvido contar toda bagagem de crendices dela — passadas pela [...]

    16. Pedro Ivo disse:
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      Jovas, meu sonho era ter o boneco do Ikki e esse boneco SEQUER deu as caras em aracaju. Mais ou menos uns 8 a 9 anos dps q a moda dos Cavaleiros do Zodíaco passou (ou seja, eu já tinha lá pros meus 15 anos), um amigo meu me disse q queria mostrar umas bugigangas q ele tinha guardadas em casa.
      O maluco SIMPLESMENTE tinha TODOS, eu disse TO-DOS CAVALEIROS DE BRONZE (sim, sim, incluindo o suspeito que deu a acoxada no Hyoga). De quebra ele ainda tinha se n me engano metade dos cavaleiros de ouro. Ele disse q n vendia a preço nenhum e q tinha ganhado duma tia q veio de sampa. O cara mal tirava os bonecos da caixa!
      E pra completar minha depressão, ele depois me mostrou a outra “bugiganga”: uma coleção dos discos dos Beatles completa em LP.
      Dps desse dia eu vi q tive uma puta infância frustrada….

    17. Pedro Ivo disse:
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      Só pra constar… será q c consegue achar o profile de orkut dessa menina-cloverfield pra a gente ver como ela tá hj?
      A menina-bubaloo deve continuar bem, mas a menina-cloverfield…

    18. Jovas disse:
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      @Pedro Ivo
      Você quer que eu procure o orkut da Cloverfield..?
      ENLOUQUECES-TE?

    19. Victor disse:
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      Parabéns pelo texto, está fantástico. Agora me diga, que criança nunca se ferrou dessa forma?
      Agora, a sua idéia para a promoção achei ótima e realmente poderá ser usada em outro concurso.
      Abraços e sucesso com o seu blog que é ótimo.

    20. Thomas - Papo de Bar disse:
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      AHUHUAahUuhauhAUHAuhAHUAuAHau

      eu nunca tive um cavaleiro do zodiaco original… =/

      isso sim é um trauma…

    21. Llin disse:
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      Mas que mania de falar q o Hyoga é gay..
      ¬¬

      Jovas, amei seu blog..
      Bem..bem..bem viciante..

      :-*

    22. Fredy Barros disse:
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      Cara, chorei de rir, a parte da quadrilha, aconteceu o mesmo comigo kkkkkkkkkkkkk

      ô infancia injusta viu.. Tomanocu com essas barangas, e o pior foi o resto do ano a gozação de que eu tava namorando com a baranga que dancei quadrilha…

      Aff, queria apagar isso da memoria

    23. akane disse:
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      já perceberam que eu adoro desenho japoneis ? (vide nome)por tanto adoro cavaleiros do zodiaco e muio legal . mas eu nao posso ter um dos bonequinhos pq eu sou menina ninguem quer me dar um desses

    24. akane disse:
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      me lembro dos chicletes. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Comenta, diacho!

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