Avisei que às terças-feiras ia sempre ter aqui um novo texto, como se fosse uma coluna e coisa e tal. Você deve pensar que o texto é esse aqui, mas não é. Isso aqui é um protótipo mal feito de um texto que não consegue ser escrito devido a agentes externos que me incapacitam de formular mentalmente uma frase sequer. Tô num novo setor do trabalho.
Como ontem não pude parar em frente ao PC nem para ver pornografia, ou seja, a parada foi séria, tô exatamente agora no trabalho tentando escrever algo, mas não consigo. Posso dizer que meus novos colegas de setor tem autoridade suficiente para peitar qualquer feirante e dizer “- EU FALO MAIS ALTO QUE VOCÊ QUANDO GRITA ANUNCIANDO PROMOÇÃO DE TOMATE”.
Mudei de setor da fábrica semana passada. Do anterior, aquele do meu chefe malandro e estagiário alegre, fui praticamente chutado para esse novo local de trabalho em que as diferenças relação ao anterior são apenas muito grandes. Vejamos uma tabela comparativa:

Devo admitir que no antigo setor era pago para praticamente atender telefone e falar “Oi’ para as pessoas que chegavam à sala, mas no novo a situação caminha para a mão-de-obra real. Não que ache que ser vagal esteja certo, mas o trabalho que me passavam no local anterior era quase nenhum, então entre um setor mais calmo e um mais agitado e cheio de coisas pra fazer, ia preferir o quê? Me condicionaram a ficar um mal acostumado bebedor de café grátis.
Fora que nesse setor temos também figuras singulares; como a moça do “Senhor Jesus” , chamemo-la de Maria, e a parruda, chamemo-la de João. Fico numa sala em que a circulação de pessoas gira em torno aproximadamente de 20 cabeças por hora, mas basicamente sempre estamos, eu, a Maria e a João. O diálogo de todas as tardes é mais ou menos assim:
Maria: - Garoto, (se referindo a mim, ser aparentemente sem nome), pegue aquele documento ali. Senhor Jesus que me ajude a terminar esse relatório logo!
João: - Mas a Maria sabe fazer as coisas, eim? Nunca vi tanta competência numa mulher! (dando em cima descaradamente da fã de Jesus)
Eu: - … (ouço essa merda e tento não me distrair)
Mas me distraio. Ouvir uma pessoa falar “Senhor Jesus” e “Amém” em cada frase com mais de duas palavras e ver outra dando em cima dessa primeira como uma típica aprendiz de pedreiro tarado e não perder a atenção, é pedir demais.
Como não consigo me concentrar e fazer nada que preste, fiquemos com o vídeo do Nicholas White, estagiário de um setor barulhento, que resolveu ir para outro andar arejar a cabeça e ficou preso no elevador durante 41 horas.
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4 comentários em “Mudanças nem sempre são boas”








Trabalhar em certos cantos com muitas pessoas e querer não perder a atenção é realmente impossivel mermo.
não tem como trocar de setor?
Não tem, eles me jogaram lá porque faltou estagiário e como no meu setor havia dois (eu e o suspeito) eles escolheram um pra se fuder. Eu. =)
kkkkkkkkkkkkk
Relaaaxa, o máximo q pode acontecer é vc enlouquecer e tentar se afogar num copinho de café!
Mas calma, isso é o máximo ;D