Mentalize uns 10 anos atrás e imagine a situação: a professora Cacilda da 6ª série primário do colégio José Sardinhas pede aos seus alunos um trabalho sobre história do Brasil. A galera, no alto de seus aproximados 11 anos, ficava louca. Ter que ler o livro pra escrever sobre a história das terras tupiniquins era a última coisa que um curumim urbano com TV Cruj no televisor poderia querer.
Mas se a tia pediu não havia pra onde fugir. A saída era meter a cara nos livros, preparar a mão pra escrever com letra bonita e tentar fazer rápido, sonhando em dar tempo de assistir os Super Patos.
Demorava um pouco, mas nem era tão chato assim, e prestando atenção ainda dava pra absorver algo.
Porém, eis que nessa mesma época os computadores pessoais e a internet começam a ser algo cada vez mais freqüente entre as famílias desses mesmos estudantes. Na na época eu tivessa a mesma cabeça que tenho hoje, pensaria “Isso vai dar MERDA”.

- Cê acha que tô estudando?
* Pausa para 1 minuto de silêncio.
Volte agora para o presente. Qual o resultado dessa história?
A Professora Cacilda nunca mais corrigiu um único trabalho feito à mão.
E o pessoal nunca mais leu um livreo inteiro sequer pra descobrir as coisas. O mundo estava dominado pelo Wikipédia e Yahoo! Respostas.
Fanfarrões, só querem respostas prontas e jeitos pra colar em prova.
Leia outros posts:
Gostou? Assine o Feed
Comenta, diacho!