Postado em 08-02-2008
Categoria(s) (Geral) por Jovas

Depois de dias de muita cachaça e putaria malemolente água de coco e descanso, enfim, voltei.

Esse ano foi tranqüilo, mas teve muita gente que curtiu e caiu literalmente de boca na farra, vide certos flagras:

separa que é briga

Retrato do que a cachaça faz

Como esse ano minha festa carnavalesca foi realmente mais calma, tava aqui sem fazer nada e lembrando dos carnavais passados… Ah, carnavais passados!

Em 2006 fui pra Olinda/PE. Sim, Carnaval de Olinda. Foi o primeiro ano no carnaval da cidade. Sem conhecer muito por onde andava, a farra foi normal, bem tranqüila. Porém, eu sabia que o potencial da cidade era maior, então prometi a mim mesmo que o carnaval seguinte ia ser foda. Dito e feito.

Passado um ano, 2007 chega e eu tô inspirado. Chamei um amigo pra ir junto comigo pra fazer equipe e descobrir o que as ladeiras pernambucanas ofereciam.

Pois então, início de carnaval, chego em Recife e no mesmo dia já desço pra festa matinal de Olinda. E lá estávamos eu e meu chapa andando pelas ruas, subindo e descendo ladeira, sol quente na cabeça, gente bêbada, muita gente bêbada, mas tudo bem, era Carnaval.

Logo nos primeiros minutos andando pela cidade, acho uma das maiores invenções de todos os tempos: o isopor com cordinha.

isopor colar

Mais ou menos parecido com o desses bonitões

Eu podia andar sem precisar segurando a lata de cerveja todo instante. Bastava colocá-la no isopor e pronto. A lata se acoplava no colar mais útil da humanidade, deixando-a gelada e assim preservando todo o seu sabor alcoolizado.

Feliz da vida por ter achado a invenção suprema, era hora de ir atrás da outra coisa que motiva o indivíduo a sair às ruas com o sol em ponto de ebulição automática da pele: MULHER. Como estava numa cidade que ninguém me conhecia e tinha muita gente de várias outras cidades também, a vantagem era imensa. Se tomasse um fora, tranqüilo, era um fora de alguma gatinha nativa de outra região, então tava perdoado. Se conseguisse um beijo, melhor ainda, beijo de “gringa”. E como era carnaval e fantasias não faltavam pelas ruas, se podia dizer “Mulher-maravilha, me amarra com seu laço” ou “Com essa diaba vou pro inferno feliz” sem chance de ficar constrangido ou parecer bêbado num nível avançado. Claro que eu só falava algo semelhante a isso pra brincar, porque pra tentar conhecer alguém a abordagem era mais elaborada. E o resultado mais satisfatório. >)

Depois de muita cerveja e mulher pra caramba, certas coisas difíceis de esquecer foram acontecendo. Andando por uma das ladeiras da cidade vejo um palanque com um monte de mulheres gatas em cima. A maioria loira de olho azul e sorrisos Kolynos. O coração dá uma travada, tenho um semi-infarto por uns instantes, volta a bater, dou uma cotovelada no meu amigo, aponto pra cima com cabeça e ele percebe o paraíso sobre 3 metros do chão. Pra nossa sorte duas das loiras haviam descido do palanque e estavam em frente a ele conversando. Demorou. Vou falar com uma, meu amigo vai na outra e começamos a conversar. Ou tentar, porque elas eram “gringas gringas”, originais da Noruega. Tento um inglês básico pedindo a ela a beer que tava bebendo e perguntando se tinha boyfriend. A garota de nome impronunciavel para um ser humano de terras equatoriais, tava nitidamente sem entender porra nenhuma, mas bastante simpática. Acho que ficou assustada com a abordagem-ralâmpago — disse que lá na Noruega não se “conhecia” pessoas assim rapidamente — e ficamos só num protótipo de conversa mesmo. Sem muito sucesso, eu e meu parceiro desistimos da caça e descendo a ladeira quando, do nada, o segurança delas (!) grita “Ei, vocês, vem aqui pra cima, pô! Podem subir!”. Que porra era aquela? Elas não querem papo mas deixaram subir no palanque? Nesse momento um sorriso do tamanho duma escola de samba inteira brotou na minha face. Cê acha que a gente fez o quê?

Em menos de 25 segundos estávamos lá em cima conversando com todas as gringas, e pra nossa sorte tinha uma delas que era metade portuguesa, metade norueguesa, gata e a única morena do grupo. Como isso era possível, sei lá, mas o que interessa é que falava português. Pedi pra me ajudar com a amiga dela que eu havia ‘apaixonado’. Ela até tentou, mas a loira era muito envergonhada. Tsc. Deixei ela de lado e interagi com as outras, aprendendo algumas palavras em norueguês e ensinando alguns xingamentos hardcore algumas expressões a elas. Mas mesmo tendo tomado um fora internacional, não tinha como não ficar feliz lá em cima com aquelas gatas. Era o paraíso. Mais ou menos assim:

Céu

Céu

Quando começou a ficar tarde, depois de umas 8 horas de muita festa, decidimos ir embora e descer a última ladeira pra ir pegar o ônibus de volta pra casa. [nota] Que ônibus filho da puta de lotado, viu? [/nota]. Pelo caminho vemos 3 garotas bem gatinhas indo embora também.

– Vamo lá? – diz meu amigo.
– Que é que você acha?? – pergunto.

Começo a conversar com uma, meu amigo com outra, conversa vai, conversa vem e pá! Consigo ficar com a garota lá mesmo na ladeira, com muita gente passando pra ir embora. Peço o telefone da menina, mas nem eu nem ela tínhamos papel e caneta. Porra, fudeu. Sem avisar, a garota corre pra uma vendedora de churrasquinho e fala algo pra velhinha, que não consegui ouvir pois tava meio longe. A mulher dá a ela um pedaço de papelão de caixa de biscoitos e uma caneta que tirou sem lá da onde (não pense besteira), e a menina anota o número dela de Recife, da casa onde tava hospedada, e de João Pessoa, que era onde ela morava. Guardo o papelão no isopor-colar e vou pegar um dos ônibus mais lotados da minha vida, cansado pra caramba, marcado de sol (imagine um cara vestido de maiô, só que maiô natural, o rosto e braços de uma cor e o corpo de outra cor mais clara e fudidamente tosco) e com os pés doendo. Mas era carnaval, então tudo bem. =)

E isso tudo só no primeiro dia de festa.

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    Comentários

    Caimi em 9 February, 2008 às 1:34 pm #
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    Caramba, q historia!
    Carnaval de Olinda é tuudo!


    Pedro Ivo em 14 February, 2008 às 12:15 am #
    Gravatar

    Em 2009 eu TENHO que ir com vc pra essa budega


    Comenta, diacho!

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